Cada vez mais ouço Belchior e vejo a sua atemporalidade.
Suas canções se ajustam perfeitamente nas aflições desse tempo que a gente vive.
São versos certeiros que atingem nossos corações e dão um nó em nossa cabeça.
Fiz dois vídeos onde analiso algumas de suas canções. Pra ser exato, duas canções muito importantes e emblemáticas na minha vida: Alucinação e Fotografia 3x4. E logo, logo vou lançar um vídeo onde apresento um poema que fiz inspirado em uma canção de Belchior.
Aqui divido os vídeos com vocês.
FOTOGRAFIA 3X4
https://www.youtube.com/watch?v=qAbT6fV8iFc
ALUCINAÇÃO
https://www.youtube.com/watch?v=jvAckMEpLek&t=
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segunda-feira, 2 de março de 2020
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
Do amor
Eu, no fundo, não sei nada sobre o amor. Só sei que se ele for grande e verdadeiro haverá uma necessidade de falar deste sentimento belo e profundo. Quando duas pessoas se amaram, elas sabem que houve um momento em que as almas se encontraram. E o momento em que sua vida fez sentido ao lado da pessoa será guardado com carinho. Sentir saudade não é querer tudo de volta novamente. Mas ter respeito e carinho pelo que você viveu com uma determinada pessoa. Ser lembrado por alguém que nos amou não tem preço. É a forma que o amor encontra para persistir.
para que o amor caiba
na mão
é preciso calma
e um sopro de união
é preciso querer
e um tanto de emoção
para que o amor caiba
naquilo que é sonho
naquilo que faz a gente melhor
que o amor saiba
fazer a escolha certa
e não se perca
em ruas desertas
onde tenha amor
que a alma brilhe
e tudo suavize
para que do amor
brote mais sensações prazerosas
que ele seja verso e prosa
e faça da mão uma carícia
um afago sem hora
onde seja amor
que não tenha pressa
e que toda magia se faça
para que o sentimento não passe
e tudo seja prece
onde o amor começa
toda vida passa a fazer sentido
se é amor, estou sentindo
indo facilmente
conduzido por mãos transparentes
antes mesmo de chegar
eu já sabia que ia amar
então, fecho as mãos
e num passe de mágica
você renasce
e no amor me vejo
com outra face
nós, entre anéis e teclados dedilhados
uma nota a mais
e já nasce a canção
sim, o amor coube na palma da mão
agora cantemos
para espantar a solidão!
(textos - Raul J. Franco)
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020
CARNAVAL
CARNAVAL E EU - by Raul J. Franco
Taí, duas coisas que não se misturam: eu e carnaval. É tipo um vegano em uma churrascaria. Nunca entendi muito o propósito. Sempre me sentia como um ET a cada vez que tentava curtir essa alegria alucinada como se não houvesse amanhã. Foda que sempre tem o "amanhã".
Acho que você tem que ser da folia mesmo para aproveitar. Eu, na verdade, tenho uma certa dificuldade com essas aglomerações onde as pessoas estão insanas. Carnaval pra mim é um bode, assim como Copa do Mundo. Não gosto das duas coisas. Ou seja, nesse quesito de gostar de samba e futebol como característica da alma brasileira, passei mil vezes longe. E não é porque agora estou mais velho. Acho que sempre foi assim. Ficar fantasiado, segurando uma lata de skol e cantando "alalaô, ô, ô, ô / mas que calor ôôô" definitivamente não me apetece. Acho que sou muito crítico. E se estou com a porra do calor, fico em casa na porra do ar-condicionado. Ficar cantando que tá calor não vai mudar nada. rsrs
Muitas vezes só me via forçado a ir em carnaval por conta de namoradas. E tive uma que era alucinada por carnaval. Se tivessem 3 blocos por dia, ela queria ir nos três. Vocês não imaginam como eu sofri. E foi um namoro loooongo. Ou seja, tive 7 carnavais ao lado dessa pessoa. Nossa, como era difícil pra mim esse período de carnaval. Fui muitas vezes com ela para os tais blocos. E era foda. Porque, na maioria das vezes, eu estava lá, meio que deslocado, com cara de Monalisa cagada. E não era muito justo. Porque é muito chato você ir para uma festa e a outra pessoa ficar com cara amarrada. Algumas vezes, eu conseguia fugir, quando a gente brigava. Então, eu bradava: "Então, vou poder ficar em minha casa, vendo filmes. Vai, some pro teu carnaval". E ela ia e eu ficava feliz. "Ufa, escapei dessa vez" - pensava.
Faz tempo que eu não tenho mais essa chatice de ter que ir para um bloco. O que é libertador. Afinal, é muito doloroso a gente se forçar a fazer algo sem vontade. Eu não combino com carnaval e essa é a verdade. Até já me fantasiei, tentei embarcar, mas não é minha praia.
Hoje posso dizer que estou vivendo o meu melhor carnaval dos últimos 20 anos. rsrs Um silêncio sepulcral em meu apartamento. Nada de cuícas ou surdos. E sigo trabalhando, lendo, produzindo. E feliz! Alalaô ô ô ô ô, obrigado, meu senhor ô ô ô!
Mas já me divirto ao ver fotos dos amigos fantasiados, pulando, cantando marchinhas de cem anos atrás... rsrs Isso já é o máximo da minha folia voyeur.
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
PRA FRENTE COM TUDO (poema)
Pra frente, com tudo - Raul Franco
Já sei qual é a jogada.
Agora é ir pro combate.
Ler e ouvir Chico Buarque.
Aplaudir e sentir Fernanda Montenegro,
essa estonteante atriz.
Resgatar Paulo Freire
com o coração aprendiz.
Rejeitar carvalhos de intelectualidade duvidosa.
Lutar contra canhões, portando uma rosa.
Vamos ouvir Beatles e ser rock'in'roll.
Já que Alvim chegou ao fim, brindemos: tim-tim.
E vamos dar um giro na Terra redonda.
Ouvir "pirralhas" pelo mundo.
Vamos ver mais teatro e aplaudir o nosso cinema "macunaímico" que resiste, resiste, resiste.
Ah, tem Democracia em Vertigem! Tu viste?
Eu vi e torço que vença "Melhor Documentário" e que o Oscar seja entregue por Leonardo DiCaprio.
E depois esperar o silêncio dos "homens de bem".
E por fim, vamos engolir livros e mais livros. Todos e mais uns cem.
E se os tapados de agora nos perseguem, vamos nos esconder em bibliotecas.
Eles tem pavor e alergia a esse objeto cheio de coisas que liberta a mente dos que jamais serão oprimidos.
Lutemos por liberdade.
E que ela seja o comprimido
de todo nosso bem estar.
A hora é essa!
Saia do seu lugar e aprenda a bater sem machucar.
Isso, com certeza, será "impreCionante".
Então, bora impressionar?
Agora é ir pro combate.
Ler e ouvir Chico Buarque.
Aplaudir e sentir Fernanda Montenegro,
essa estonteante atriz.
Resgatar Paulo Freire
com o coração aprendiz.
Rejeitar carvalhos de intelectualidade duvidosa.
Lutar contra canhões, portando uma rosa.
Vamos ouvir Beatles e ser rock'in'roll.
Já que Alvim chegou ao fim, brindemos: tim-tim.
E vamos dar um giro na Terra redonda.
Ouvir "pirralhas" pelo mundo.
Vamos ver mais teatro e aplaudir o nosso cinema "macunaímico" que resiste, resiste, resiste.
Ah, tem Democracia em Vertigem! Tu viste?
Eu vi e torço que vença "Melhor Documentário" e que o Oscar seja entregue por Leonardo DiCaprio.
E depois esperar o silêncio dos "homens de bem".
E por fim, vamos engolir livros e mais livros. Todos e mais uns cem.
E se os tapados de agora nos perseguem, vamos nos esconder em bibliotecas.
Eles tem pavor e alergia a esse objeto cheio de coisas que liberta a mente dos que jamais serão oprimidos.
Lutemos por liberdade.
E que ela seja o comprimido
de todo nosso bem estar.
A hora é essa!
Saia do seu lugar e aprenda a bater sem machucar.
Isso, com certeza, será "impreCionante".
Então, bora impressionar?
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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020
Uma matéria sobre Raul Franco (publicada em 2011)
Passeando pela Internet, pesquisando algumas matérias sobre meu trabalho, encontrei esta matéria bem legal. Ela foi feita publicada no Jornal O Popular. Acho que nunca tinha lido.
https://www.opopular.com.br/noticias/magazine/perfil-1.4485
https://www.opopular.com.br/noticias/magazine/perfil-1.4485
sexta-feira, 3 de janeiro de 2020
O tapa do Papa na mão da chata
O TAPA DO PAPA NA MÃO DA CHATA - Raul Franco
O tapa do Papa na mão da chata
deixou muita gente indignada
“Como ele fez isso?”
“Este Papa não é santo!
Santo é Chico Xavier”
Depois do tapa
muita gente perdeu a fé
Incrédulos condenam
o tapa do Papa na mão da chata
Fiéis estão indignados
Os mesmos que destratam pessoas
no dia a dia
Tanta gente bizarra dizendo
que desconfia deste Papa
E que vale mais O Padre Marcelo Rossi
“Este sim é humano”, alguém brada
Jorge Lafond não teria a mesma opinião
Então, pecadores e difamadores
condenam o tapa do Papa
É preciso mesmo ter alguém
em quem se jogar pedras
Mesmo que este alguém seja o Papa
Mesmo que ele seja humano na dor
O presidente faz arminha com a mão
E muita gente o exalta
Mas o Papa não pode dar tapa
“Ele não”, protesta a beata
Agora ele não vale nada
O tapa do papa equivale a um golpe de vale tudo
E ainda veem ódio na sua expressão
Como se as pessoas nunca tivessem sentido
incômodo ao serem molestadas
de maneira bruta
Mas se a onda é ser incoerente
condena-se o tapa do Papa
como forma de ver no outro
aquilo que habita em todos:
o humano que vez ou outra aparece
mesmo que instintivamente
O que querem é a polêmica
pra ter o que falar na hora do café
Misturam rivotril com religião e pouca fé
e vomitam a hipocrisia cotidiana
juntamente com suas vidas desumanas
E quase posso ver, nas entrelinhas do discurso,
uma carta de alguém que é desse grupo
de inquisidores
Ela diria mais ou menos isso:
“Ei, Papa, você perdeu o controle
E eu te condeno
Pois assim me sinto superior,
escondendo a minha dor
Pois o senhor é o representante
de Deus na Terra
Enquanto eu sou o contraditório,
o estúpido que só berra
para chamar a atenção
Já que pouco aprendi sobre religião
Mas sei tudo sobre condenação
E te condeno sim, de todo o meu coração...
Com amor, eu, aquele que agora
se diz homem de bem
Amém”
segunda-feira, 2 de julho de 2018
Campanha de Financiamento Coletivo
JUNTOS PARA SEMPRE - O SEGUNDO LIVRO DA TRILOGIA DO AMOR
Em tempos obscuros, apostar em cultura ainda é a melhor arma! Investir em livros é como abrir a mente para o sonho, para a reflexão. Por isso, depois de fazer o lançamento no ano passado do primeiro livro da Trilogia do Amor, "Enfim, separados!", tomei fôlego para investir em um novo projeto que nasceu dessa vontade de contar mais uma história de amor de um modo especial: através de fragmentos, e, sob olhar atento do leitor, os fragmentos serão uma espécie de mosaico emocional. Assim naceu o "Juntos para sempre", o segundo livro desta trilogia. E é também parte de um processo criativo da minha nova peça que pretendo lançar também neste ano de 2018.
E por que coloborar com este projeto? É uma forma de incentivar essa produção literária que pede passagem e pretende dar ao leitor esses momentos de esperança, de contato com o lúdico e com sentimentos tão vitais ao ser humano. Estou convidando o leitor a conhecer a minha literatura e, em especial, conhecer os protagonistas que norteiam esta história: o escritor Caio e a fotógrafa Clarice.
O livro teve um lançamento em maio em Belém e foi muito bem recebido por todos. Esta campanha visa poder dar continuidade a divulgação do livro para que mais pessoas possam ter acesso a ele, que é uma autopublicação, onde o autor é responsável por cada etapa do projeto.
Colabore! Temos diversos valores (escolha também o valor que você deseja investir no projeto) e você pode ter em mãos o "Juntos para sermpre" somente ou acompanhado do "Enfim, separados!". Seja parceiro nesta campanha!
Conto com vocês!
Vídeo da campanha
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