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segunda-feira, 9 de setembro de 2024
O poeta está vivo! Viva Cazuza!
terça-feira, 7 de maio de 2024
VERDADES SOBRE A MADONNA
AINDA SOBRE MADONNA - Por Raul Franco
O que falar agora quando o furacão já foi? (Uns vão dizer: “Graças a Deus”, é claro. Os mais radicais e repletos de remorsos infundados dirão “Não sei para que veio”. E mais: “Não volte nunca mais”). Mas ela veio e fez história, agradando ou desagradando. E que impactante a não unanimidade! Afinal, como diria Nelson Rodrigues: “Toda unanimidade é burra”.
Quero falar do ícone Madonna, da imagem, do símbolo… antes, vale dizer: “Nunca fui tão fã de Madonna assim”. Nunca mesmo. Mas acompanhei a sua trajetória e sucessos. Amo Live to Tell e Like a Prayer (e nesse show as duas músicas estavam coladinhas! Eeeba). E até chegava a dizer: “Prefiro Michael Jackson. Muito melhor”. E teve esse momento em que o mundo se rendia a esses grandes espetáculos, de luzes, som, coreografias e fantasia. Com o passar do tempo, recebia informações da Madonna por um parceiro de cena, um fã alucinado, que canta todas as músicas e faz as coreografias. Tanto que em uma das versões da minha peça “Casal Consumo” abríamos com uma música da Madonna. E foi incrível. E também fiz outra peça, “Na Cama com Tarantino “, que pegava cenas dos filmes do Tarantino, como a famosa cena de “Cães de Aluguel”, onde assaltantes de banco discutem sobre do que fala a canção “Like a Virgin”. Muito bom.
E Madonna está aí… O Michael Jackson se foi… infelizmente. Mas nem devemos realizar uma comparação infértil que enfatiza preferências. Não se traá disso. Mas são ícones. Madonna se manteve em uma carreira que já dura quatro décadas. Como se manter relevante por tanto tempo? Ela que abriu tantas portas na base da porrada mesmo. E mostrou que uma mulher forte, independente, dona de si, pode vingar na indústria do pop por muitos anos. E ela busca conciliar o mundo? Talvez… mas o nosso mundo é contraditório, careta, e muitas vezes, imbecilizado, ainda mais agora rendido a um aparelhinho de celular que dispara Fake News em uma velocidade estonteante.
Então, Madonna não quer conciliar p#rra nenhuma. Ela quer fazer a sua arte e ter direito a isso. Ela que foi bombardeada ao longo dos anos por diversas pessoas, incluindo Camille Paglia (que tanto fez a minha cabeça nos anos 90) que a acusou de ser, algo como, um desserviço ao feminismo. Madonna refletiu sobre isso, discursou sobre isso e disse, no fim das contas, que, talvez, ela seja um outro tipo de feminista. Aliás… hoje o caos se dá quando muita gente ouve a palavra “feminismo”. Mais uma contradição, fragilidade e dicotomia desse mundo tão bizarro.
Em suma, Madonna continua relevante, mesmo que nos últimos 20 anos não tenha lançado um disco tão bom quanto os seus primeiros. Continua sendo relevante por ter aberto portas para que outras artistas surgissem… parodiando Raul Seixas “Ela que foi a primeira e já passou tanto janeiro… mas se alguns querem… ela vai voltar”.
Como Maria Madalena, ainda recebe pedradas e condenação. E é muito interessante ser amada e odiada na mesma intensidade. Chamada de velha… olha o etarismo nosso de cada dia!!!… e tem vídeo dela nem aí, dizendo… “Me chamam de velha. Quando vocês chegarem aos 65 a gente conversa”. E a “velha” está aí, causando. Dona do seu corpo. Coerente com tudo que já fez. Madonna é o tapa na cara do patriarcado. Cospe no machismo com elegância e um pouco de vulgaridade… por que não?! Madonna é uma mulher que goza… eba (beijos Flaira Ferro: “não tem coisa mais bonita nem mais poderosa do que uma mulher que brilha, do que uma mulher que goza”). E isso até me lembra um filme chamado Histeria (2011), onde as mulheres que eram diagnosticadas com histeria tinham como solução o gozo, o orgasmo. Aí estava a cura. O filme conta, inclusive, que a partir daí se deu o surgimento dos vibradores. Então, na incompetência do mundo masculino, que a mulher tenha o seu vibrador e goze, goze muito. A mulher com o seu gozo em dia não quer guerra com ninguém. E Madonna é essa mulher que goza, uma mulher orgástica dona do seu próprio orgasmo… ah, aí vem falar de “energia satanista”... ah, faça-me o favor! Não vem com citações bíblicas ou dizer que Deus condena isso. Deus tem mais o que fazer do que se preocupar com o show da Madonna. Por isso que se diz que Deus é até legal, o que mata é o fã clube. Madonna estava no seu show, fazendo a sua arte. Cobrem do pastor que estava no púlpito da igreja, dizendo que chama a filha de gostosa e que roubou um beijo seu. Cobrem lá. Isso sim. “Ah, isso é um absurdo para as nossas crianças”. Que criança estava acordada 22h30, vendo Madonna??? Aí é problema dos pais.
Olha, bom mesmo ter tido Madonna aqui pra ver máscaras caírem e a hipocrisia reinar. O nosso mundo ainda está doente em N sentidos… nem vou mais esmiuçar ou citar coisas aqui. No entanto, se o nosso mundo está doente, que tenhamos válvulas de escape… que tenhamos Madonna. Posso dizer que fui a um show da Madonna e que dancei na areia de Copacabana e vi meus ídolos Cazuza, Renato Russo, Freddie Mercury e Caio Fernando Abreu no telão na linda homenagem em Live To Tell. E vi Michael Jackson e Madonna dançado juntos… A arte os aproximou e aproxima - ícones do nosso tempo. E quanto mais eu vejo e leio comentários discrepantes sobre ela e o seu show, mas eu fico fã de Madonna, essa adorável Vaca Profana. Que ela derrame o leite bom em minha cara e o leite mau na cara dos caretas. O resto é silêncio.
segunda-feira, 12 de setembro de 2022
Rock In Rio 2022
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020
CARNAVAL
CARNAVAL E EU - by Raul J. Franco
sexta-feira, 26 de abril de 2013
CRIAR
o ato da criação envolve sofrimento. mas você tem que partir pra cima e ter o domínio das coisas.
é cansativo. desgasta. mas é como se morrêssemos por algo maior. morrêssemos em prol da arte...
O CURTA
Uma breve história sobre algo que estou fazendo
Muito feliz de ver como as coisas vão acontecendo. Um dia, em um bar, eu disse para a Adressa Koetz: "A gente vai filmar alguma coisa junto". E batemos com as mãos.
| Raul Franco e Adressa Koetz |
Uma vez também, fiz um trabalho com o Aldo Perrotta e pensei: "Gostei desse cara. Quero fazer outra coisa com ele". Um cara talentosíssimo, boa pessoa e divertidíssimo!
E o Alair Ferreira foi um cara que conheci em um trabalho que eu fazia. Depois montamos um quadro do Menudo que era engraçadão. rsrs Coisa de loucos.
E tem a minha namorada também: Bárbara Campos, de quem sou fã. Ela vive de fotos, fotos, fotos. rsrs Pensei: ela tem que explorar isso de outra forma. Pensar em fotografia de cinema, sei lá. E quando você namora muito tempo alguém, você tem que ter outros projetos com a pessoa para não cair na rotina. rsrs E a gente sempre inventa alguma coisa. Ela me alimenta de todas as formas. E aguenta o meu mau humor nas horas em que estou tenso.
| Raul Franco e Bárbara Campos |
E as coisas são difíceis. O bom é quando temos amigos que vão estar junto contigo no sonho. E vão acreditar no que você propõe. E no meio do caminho sempre tem algo que vai dar errado. E o bom é quando as coisas se acertam por si só. Como, por exemplo, a entrada do Alair no filme. Um outro amigo meu ia fazer. Mas não pode no dia que marcamos a filmagem. Estávamos sem ator. E, de repente, no dia de uma outra filmagem, encontro o Alair e falo do filme. Ele se empolga e diz: "Gostei desse personagem". Pronto, não deu outra. Foi ele quem fez.
| Aldo Perrota |
Tem também a cantora Yanna que a Adressa falou que podia fazer ou propor alguma coisa musical para o filme. Mandei o roteiro e algumas montagens brutas do filme para ela ter uma ideia. Ela não me retornou. Pensei: "Não gostou". Aí em um outro dia, almoçando com Adressa e Bárbara, falo com Yanna e ela diz que só depois viu que meu e-mail estava no spam. Coisas internéticas! rsrs Mas no papo senti uma energia muito boa e vi que algo podia fluir.
O filme tem outras duas músicas que eu não podia abrir mão. O filme nasceu das imagens que elas me passavam. // Não conseguimos nos encontrar com Yanna. Mas a Adressa me deu um CD dela. E eu fui ouvir, já pensando na pessoa astral com quem falei ao telefone, torcendo para gostar das músicas. E adorei o CD. Uma das músicas acabou meio que virando o tema do filme. Conselho: ouçam essa cantora.
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Virei a noite trabalhando. Estou esgotado. E ao mesmo tempo embasbacado com a cena que fizemos ontem. De uma delicadeza e de um humor sem igual. E conseguimos o resultado. Quase que ela fica fora da montagem do filme que fiz ontem Afinal, o filme já estava enorme e ainda faltando cenas que não filmei. Mas como sou teimoso, lá pelas 5h resolvi montar tudo de novo. Eu queria ver se eu conseguia comunicar o que eu pensei quando escrevi o roteiro. Fiz o trabalho. E tombei no sofá. Ainda não vi como ficou. Espero gostar quando eu for ver! rsrs
Com certeza, isso pode não ser a melhor coisa que farei. Mas por hoje foi o melhor que eu tinha a fazer. (E já quero novos dias de filmagem. Quero almoçar, falando de cinema. Quero ver filmes com a galera).
E digo: façam o que vocês pensam. Tenham amigos e sonhem junto. Vão em frente! Alguma coisa boa pode acontecer.
Essa é a minha vida. Esse é o meu filme. rsrsrs
Em breve!
| Bárbara Campos, Raul Franco, Adressa Koetz e Alair Ferreira |




















