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domingo, 23 de julho de 2017


O ator e escritor paraense Raul Franco
lança o livro Enfim, separados!

O ator e escritor paraense Raul Franco, que mora no Rio de Janeiro há 20 anos, está lançando um novo livro de contos e crônicas, Enfim, separados!  
Ainda em Belém, lançou o livro de poemas Cicatrizes, em 1996. E depois de anos se dedicando ao teatro, não só como ator e diretor, mas também como dramaturgo, tendo escrito peças de sucesso, como Casal Consumo, Crônicas do Amor Mal Amado e Sexo Grátis, Amor a Combinar, só agora Raul decidiu criar uma nova obra que refletisse, inclusive, a sua produção literária das últimas duas décadas.
Assim nasceu Enfim, separados! Um livro que reúne uma produção intensa, com textos de 1994 até 2016. Todos eles voltados para o assunto que mais o fascina: o amor. Apesar do título, o livro não é uma tese ou exclusivamente um tratado sobre separação. Mas um passeio emocional, poético, sensível, por todas as etapas do amor, desde o encontro, a ausência, a expectativa, a celebração, até o momento da separação, e o ciclo amoroso voltando a se repetir novamente.
O livro se divide em três partes. Na primeira, Raul apresenta crônicas em primeira pessoa, narrando episódios da busca e vivência do amor. Na segunda, temos contos com histórias vividas por diversos casais, que enfrentam o cotidiano ou sucumbem a ele, mas sempre movidos pelo amor. E na terceira e última parte, textos que falam da nossa fase atual, repleta de aplicativos de relacionamentos e redes sociais. Raul faz, então, uma bem-humorada reflexão sobre como o amor pode sobreviver nesses tempos de excessivas dispersões internéticas.
Para lançar o livro, Raul escolheu um caminho diferente para ele e que, talvez, represente uma nova tendência do mercado editorial: através da plataforma da Amazon. Algo viável, seguindo a ideia de se auto-publicar e alcançar um enorme número de leitores através da Internet.
O livro inteiro foi concebido por ele, desde a capa/contracapa, passando pela diagramação do livro e escolha das fotos que o ilustram. E está disponível em dois formatos: o digital (e-book) e o físico. Sendo que, por conta da plataforma ainda ser recente no Brasil, pela Amazon brasileira só é possível encontrar o livro digital. O físico é encontrado em outras lojas virtuais da Amazon, como a dos EUA, França, Espanha, Itália e Japão. Basta acessar o site e fazer uma pesquisa pelo nome do livro ou nome do autor que se chegará a ele.
Em breve, para os demais interessados, o artista fará uma campanha de financiamento coletivo com o intuito de tornar muito mais viável a aquisição da obra. Será no estilo crowdfunding, onde o público contribuirá com uma quantia escolhida, entre as sugeridas, tendo direito a recompensas interessantes, como o livro sendo entregue diretamente em domicílio, agradecimentos especiais na página pessoal do artista e do livro, textos exclusivos por e-mail e muito mais. Não deixe de acompanhar. Maiores informações, acesse a página no facebook do Enfim, separados.

Para facilitar, acessem o link do livro digital:


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Notas sobre um processo criativo!!!


CRIAR 

o ato da criação envolve sofrimento. mas você tem que partir pra cima e ter o domínio das coisas.

é cansativo. desgasta. mas é como se morrêssemos por algo maior. morrêssemos em prol da arte...


O CURTA


Uma breve história sobre algo que estou fazendo

Muito feliz de ver como as coisas vão acontecendo. Um dia, em um bar, eu disse para a Adressa Koetz: "A gente vai filmar alguma coisa junto". E batemos com as mãos. 

Raul Franco e Adressa Koetz
E quando eu faço um pacto com alguém, eu cumpro.

Uma vez também, fiz um trabalho com o Aldo Perrotta e pensei: "Gostei desse cara. Quero fazer outra coisa com ele". Um cara talentosíssimo, boa pessoa e divertidíssimo!

E o Alair Ferreira foi um cara que conheci em um trabalho que eu fazia. Depois montamos um quadro do Menudo que era engraçadão. rsrs Coisa de loucos.

E tem a minha namorada também: Bárbara Campos, de quem sou fã. Ela vive de fotos, fotos, fotos. rsrs Pensei: ela tem que explorar isso de outra forma. Pensar em fotografia de cinema, sei lá. E quando você namora muito tempo alguém, você tem que ter outros projetos com a pessoa para não cair na rotina. rsrs E a gente sempre inventa alguma coisa. Ela me alimenta de todas as formas. E aguenta o meu mau humor nas horas em que estou tenso. 


Raul Franco e Bárbara Campos
O que sei é que nesses seis dias de filmagens loucas a gente vai pensando em tantas coisas. Vai transformando o olhar, vai aprendendo, principalmente da forma que foi. Eu com o meu diário, pensando em coisas. Dormindo tarde, pensando no filme. Reescrevendo cenas, pensando em novas. Sem parar em nenhum momento.

E as coisas são difíceis. O bom é quando temos amigos que vão estar junto contigo no sonho. E vão acreditar no que você propõe. E no meio do caminho sempre tem algo que vai dar errado. E o bom é quando as coisas se acertam por si só. Como, por exemplo, a entrada do Alair no filme. Um outro amigo meu ia fazer. Mas não pode no dia que marcamos a filmagem. Estávamos sem ator. E, de repente, no dia de uma outra filmagem, encontro o Alair e falo do filme. Ele se empolga e diz: "Gostei desse personagem". Pronto, não deu outra. Foi ele quem fez.


Aldo Perrota
Com o Aldo foi a mesma coisa. Eu tinha falado com um amigo e ele também não pode. Logo pensei no Aldo. E eu sabia que as cenas que ele faria, uma delas o começo do filme, seria a última coisa que iríamos fazer. Eu queria assim. Queria trabalhar a construção do personagem Ana, da Adressa. E ela se jogou de cabeça. Com certeza, foi algo que foi se construindo muito mais por esforço dela. E eu fiquei feliz, muito feliz de ter escolhido a pessoa certa. 

Tem também a cantora Yanna que a Adressa falou que podia fazer ou propor alguma coisa musical para o filme. Mandei o roteiro e algumas montagens brutas do filme para ela ter uma ideia. Ela não me retornou. Pensei: "Não gostou". Aí em um outro dia, almoçando com Adressa e Bárbara, falo com Yanna e ela diz que só depois viu que meu e-mail estava no spam. Coisas internéticas! rsrs Mas no papo senti uma energia muito boa e vi que algo podia fluir.

O filme tem outras duas músicas que eu não podia abrir mão. O filme nasceu das imagens que elas me passavam. // Não conseguimos nos encontrar com Yanna. Mas a Adressa me deu um CD dela. E eu fui ouvir, já pensando na pessoa astral com quem falei ao telefone, torcendo para gostar das músicas. E adorei o CD. Uma das músicas acabou meio que virando o tema do filme. Conselho: ouçam essa cantora. 




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Virei a noite trabalhando. Estou esgotado. E ao mesmo tempo embasbacado com a cena que fizemos ontem. De uma delicadeza e de um humor sem igual. E conseguimos o resultado. Quase que ela fica fora da montagem do filme que fiz ontem Afinal, o filme já estava enorme e ainda faltando cenas que não filmei. Mas como sou teimoso, lá pelas 5h resolvi montar tudo de novo. Eu queria ver se eu conseguia comunicar o que eu pensei quando escrevi o roteiro. Fiz o trabalho. E tombei no sofá. Ainda não vi como ficou. Espero gostar quando eu for ver! rsrs

Com certeza, isso pode não ser a melhor coisa que farei. Mas por hoje foi o melhor que eu tinha a fazer. (E já quero novos dias de filmagem. Quero almoçar, falando de cinema. Quero ver filmes com a galera).

E digo: façam o que vocês pensam. Tenham amigos e sonhem junto. Vão em frente! Alguma coisa boa pode acontecer.

Essa é a minha vida. Esse é o meu filme. rsrsrs

Em breve!


Bárbara Campos, Raul Franco, Adressa Koetz e Alair Ferreira