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segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

As Redes Socias de cada dia!

As Redes Sociais são uma grande febre. Muitas vezes parece aproximar, em outras afasta completamente. Lembro de quando vi o impacto que as redes sociais causam em nossas vidas. Foi quando comemorei meu niver em uma boate e fiz uma chamada no Orkut. Isso era em 2006, se não me engano. Apareceu gente que eu nem sabia quem era. E vinham até mim e diziam: "Oi, eu sou a fulana de tal... tua amiga no Orkut". Eu já achava esquisito essa coisa de todo mundo virar "amigo" de repente, só por te adicionar em alguma rede. Ainda mais para um cara tão desconfiado como eu rsrs Bom, depois vieram coisas mais bizarras. Como alguém me cobrando porque eu não a seguia. Em uma festa que fui uma vez, encontrei uma conhecida que veio até mim e disse: "Eu curto tudo seu e você não curte nada meu". Nem sei o que eu disse. Sei que depois ela parou de me seguir.... rsrs E tenho amigos, pessoas que eu considero, que não me seguem. E está tudo certo. A coisa que eu acho é que para se usar redes sociais você tem que estar em dia com a sua saúde mental... rsrs Porque senão a sua carência irá aflorar de um jeito assustador... Você ficará paranóico... tentando decifrar coisas através dos posts de algumas pessoas. Ou então comparando o teu bastidor com o palco de alguém. Por isso entendo muito bem quando alguém se retira do "jogo". Isso aqui é brabo, minha gente! Parece Parque de Diversão, mas muitas vezes não é. Às vezes, é Casa do Terror mesmo... Aqui já fui paquerado, ofendido, amado, exaltado, desprezado, criticado, julgado... E está tudo certo! Tem gente que acha que isso aqui é a vida e sofre quando a sua expectativa é frustrada... Tem gente que nem quer fazer parte disso... eu aplaudo! Gosto de usar redes sociais, divulgar o meu trabalho, trocar ideias. Em algumas vezes aparece alguém que fica fascinado por mim e curte, sei lá, 40 coisas minhas em um único momento. rsrs Isso também é assustador. Acho que tem um quê de psicopatia. Digo isso porque fui cobrado recentemente de não ir em um determinado lugar, porque, afinal de contas, fui em outro... acreditam? Pois é, pois é... Estamos o tempo todo "vigiados". Todo mundo sabe o que você está fazendo. Todo mundo vê o que você posta. A pessoas apenas escolhem com o que vão interagir. Mas elas estão vendo tudo. É ou não é? --- Como isso bate pra você? (Raul Franco)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Show em Belém

Dia 21/06 retornei para mais dois shows em Belém com o Grupo de Improviso Game Over.

Dessa vez a apresentação foi no Hilton Hotel.

Duas sessões de arrepiar.

Abaixo imagens do show.












quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A Arte em Mim - Por Raul Franco


Sempre brinquei, dizendo que se eu fosse só ator já teria desistido há muito tempo. Não desmerecendo o trabalho do ator, pelo contrário. Mas entendendo a trajetória árdua e as dificuldades da carreira. 

O prazer de ser ator é algo que não consigo explicar em palavras. E tenho muito carinho por esse trabalho. Tanto que me dedico a ele há mais de duas décadas. É claro que depois que vim morar no RJ - e lá se vão 17 anos - a dedicação passou a ser total. Eu, paraense nato, que já fazia teatro em Belém desde 1984, quando encenei o Saci Pererê no meu colégio, vim para a Cidade Maravilhosa buscar espaço onde eu pudesse mostrar a minha arte.

Logo que cheguei por aqui, o objetivo era poder estudar, aprender técnicas, me aprimorar. Não queria que meu trabalho de ator fosse apenas intuitivo. Uma carreira não pode se enfiar apenas nisso. E eu queria poder ver todas as peças que estavam em cartaz. Para ver o que estavam fazendo, aprender com o olhar. Minha sede de espectador era enorme. E tive a sorte de em 4 dias de Cidade Maravilhosa estar ensaiando um infantil com uma galera jovem. 

Pois bem, isso é o começo, ou melhor, quase o começo de tudo. Então, retomo o frase que falei no início do texto: "se eu fosse só ator já teria desistido há muito tempo". Aí entra minhas outras funções. Porque sempre pensei na arte como forma de me expressar, dizer o que eu estava sentindo. Minha ligação com meu ofício vem de uma necessidade absurda de comunicação. Aí entra o autor. Porque sempre escrevi meus textos. O primeiro poema veio com 11 anos. Depois veio a adaptação de textos lidos em sala de aula para o teatro. E não parei mais. 

Agora um parêntesis importantíssimo. Quero contar algo que fiz. Eu já roubei. Sim, roubei. Mas não me condenem. Eu era criança. Sei que foi um ato inocente. E preciso desabafar aqui. Uma vez fui a uma livraria com a minha mãe. Não sei se o ano era 1984 ou 1985. Eu devia ter 10/11 anos. caminhando com ela, passei por uma sessão de livros infantis. E tinha um livro que era uma fábula. E uma coisa que achei curiosa é que vinha junto desse livro uma versão em formato de livrinho com a mesma história. Eu tirei do plástico. E não resisti. Aquilo me convidava para um roubo. Era tentador. Sei que, de repente, eu poderia pedir para minha mãe comprar, mas aquilo tinha cara de brinde. Coloquei no bolso e saímos da livraria. 

Eu li o livro. E melhor ainda, gostei tanto da história que resolvi fazer uma peça. Não lembro bem o nome do livro. Mas contava a história de um rei que não tinha orelha. Eu reuni os meus amigos do colégio. Começamos a ensaiar. E um dia, quando a peça estava pronta, eu pedi para a professora para apresentar no finalzinho da aula. Coisa que depois passei a fazer com frequência. Meia hora final da aula era reservada para as minhas peças. E assim comecei a criar. 

Ufa, depois desse desabafo, que eu espero que vocês tenham me perdoado, prossigo na minha história.

O trabalho do autor sempre foi forte na minha vida. Comecei brincando de adaptar para o teatro os textos que eu achava legal. Na faculdade foi a mesma coisa (eu me formei em Ciências Sociais). E escrever pra mim é quase como uma função vital: respirar. Nunca me vi sem escrever. E isso complementa bastante o meu trabalho de ator.

Algumas vezes que foi difícl viver como ator, o autor me ajudava a sobreviver. No meu segundo ano de RJ consegui montar o meu primeiro texto para os cariocas verem. Tratava-se do Casal Consumo - que sempre digo que foi o texto que me ensinou a escrever para teatro, porque ele tem várias versões e sempre eu estava modificando alguma coisa. Era escrever e experimentar em cena. Comecei a fazer a peça em 1998 e só fui parar de fazer em 2005. Em 2013 ela ganhou nova versão em SP, com o nome de Amor, Brigas e Novela das 8.

E além do trabalho de autor, ajudando no trabalho do ator, tem o meu trabalho de diretor. E essa trinca pra mim sempre foi fundamental, me ajudando a ver a arte de uma maneira global. Em Belém eu já dirigia minhas coisas desde o tempo do colégio. Na Faculdade de Ciências Sociais prossegui. E no Rio, no meu segundo ano, eu já estava dirigindo o Casal Consumo. E sempre procurei conciliar essas 3 funções. E com o trabalho de diretor, eu aprendo muito em relação a atuação. Ou seja, é uma forma de eu olhar para o ofício do ator, estando em outro plano.

E para arrematar isso tudo, vem o que eu aprendi de produção. Afinal, para montar minhas próprias coisas, tive que meter a mão na massa e aprender a produzir na marra. Muitas vezes foi necessário produzir para continuar trabalhando. Porque nunca fui o tipo de ator que espera um telefonema de alguém, oferecendo trabalho. Sempre pensava naquilo que eu queria fazer e corria atrás. E assim segui na carreira.

Muita coisa, né? Isso porque estou falando de modo resumido. Mas vocês viram que acabei circulando em muitas funções para dar prosseguimento ao meu trabalho no campo da arte. Como ator, produtor, diretor e autor. É claro que em vários momentos, fiquei mais em uma função. Uma época eu dirigia mais, em outra, atuava mais. Escrevendo e produzindo sempre. Quando eu estava mais dirigindo, alguém me ligava para chamar para um trabalho de ator e dizia: "Vem cá, Raul, você ainda atua ou só dirige agora?" E eu sempre achava a pergunta boba, porque pra mim era impossível pensar em não atuar. Faz parte da minha vida. Não é uma aventura. 

Agora pra complicar um pouco ou até dar mais elementos para a discussão da minha arte, a partir de 2005 eu enveredei para o trabalho da comédia e potencializei o comediante que havia dentro de mim. Comecei a fazer shows de humor, que é completamente diferente de uma peça de teatro. Montei minha própria companhia, Os Fanfarrões, e não parei mais. E até como comediante, não tenho uma linha única de trabalho. Faço stand up comedy, personagens e pantomimas. E o humor físico se tornou uma marca do meu trabalho. E tudo isso vira a loucura que eu sou. Porque penso em piadas o tempo todo. Penso em músicas engraçadas. Penso em gestos que posso fazer em determinadas cenas. E isso me instiga e alimenta. 

Gosto muito do que eu faço. E não consigo me ver, fazendo apenas uma coisa. Gosto dessa pluralidade da arte. Porque tem a ver com a minha personalidade também. Às vezes, eu mesmo me pergunto se sou mais ator ou comediante. Porque outra coisa que é peculiar no meu trabalho é que faço comédia e também faço drama. E acredito que circulo bem entre esses dois gêneros. O que é raro. E sempre procurei também fazer as duas coisas. para não perder a veia de cada um dos gêneros. 

Em 2014 vão estrear alguns novos textos meus. Dirigidos por outras pessoas. Eu devo dirigir uma nova peça. Devo, em breve, circular com o meu show Risotril. E quero matar a saudade de estar no teatro, fazendo uma peça como ator. E sei que vou conseguir. Minha alma tem sede.

Mas é isso! Como diria Renato Russo, busque informação sempre. Se você é artista, procure saber sobre tudo. Leia bastante. Porque livros devem nos instigar e nos ensinar outros mundos. Cultura nunca é demais. E, obviamente, tenha um pouco de sorte. Abraços!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

De volta!!!

Espanando a poeira e o mofo do blog.

E afinal, alguém ainda lê blog com textos? Ou uma imagem fala mais ainda?

Quando criei o primeiro blog, a ideia era postar os meus textos, como forma de guardá-los em um lugar seguro. Depois, acabei perdendo o primeiro blog porque fiquei sem postar um tempo e era um blog que passou a ser só para assinantes depois, não sei, não lembro. rsrs

Este me deu muitas alegrias. E achei que seria legal retomá-lo só para ele não ficar tão abandonado.

E hoje estou fazendo esta retomada.

E posto algo que, para bons entendedores, será claríssimo.

*.*



Pra mim a base do ator é e sempre será o teatro. Ele te dá grandiosas ferramentas para exercício do ofício.

Por isso acho bem estranho quando um jovem ator de TV vai dar entrevista e diz que não gosta de teatro, que ele não o apetece.

Então, o essencial do ator ele não curte. 

Isso pra mim não tem sentido!

Acho que sou bem purista! E defendo o que acho que é fundamental para o nosso trabalho.

*.*

Volto em breve, galera!!!


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Notas sobre um processo criativo!!!


CRIAR 

o ato da criação envolve sofrimento. mas você tem que partir pra cima e ter o domínio das coisas.

é cansativo. desgasta. mas é como se morrêssemos por algo maior. morrêssemos em prol da arte...


O CURTA


Uma breve história sobre algo que estou fazendo

Muito feliz de ver como as coisas vão acontecendo. Um dia, em um bar, eu disse para a Adressa Koetz: "A gente vai filmar alguma coisa junto". E batemos com as mãos. 

Raul Franco e Adressa Koetz
E quando eu faço um pacto com alguém, eu cumpro.

Uma vez também, fiz um trabalho com o Aldo Perrotta e pensei: "Gostei desse cara. Quero fazer outra coisa com ele". Um cara talentosíssimo, boa pessoa e divertidíssimo!

E o Alair Ferreira foi um cara que conheci em um trabalho que eu fazia. Depois montamos um quadro do Menudo que era engraçadão. rsrs Coisa de loucos.

E tem a minha namorada também: Bárbara Campos, de quem sou fã. Ela vive de fotos, fotos, fotos. rsrs Pensei: ela tem que explorar isso de outra forma. Pensar em fotografia de cinema, sei lá. E quando você namora muito tempo alguém, você tem que ter outros projetos com a pessoa para não cair na rotina. rsrs E a gente sempre inventa alguma coisa. Ela me alimenta de todas as formas. E aguenta o meu mau humor nas horas em que estou tenso. 


Raul Franco e Bárbara Campos
O que sei é que nesses seis dias de filmagens loucas a gente vai pensando em tantas coisas. Vai transformando o olhar, vai aprendendo, principalmente da forma que foi. Eu com o meu diário, pensando em coisas. Dormindo tarde, pensando no filme. Reescrevendo cenas, pensando em novas. Sem parar em nenhum momento.

E as coisas são difíceis. O bom é quando temos amigos que vão estar junto contigo no sonho. E vão acreditar no que você propõe. E no meio do caminho sempre tem algo que vai dar errado. E o bom é quando as coisas se acertam por si só. Como, por exemplo, a entrada do Alair no filme. Um outro amigo meu ia fazer. Mas não pode no dia que marcamos a filmagem. Estávamos sem ator. E, de repente, no dia de uma outra filmagem, encontro o Alair e falo do filme. Ele se empolga e diz: "Gostei desse personagem". Pronto, não deu outra. Foi ele quem fez.


Aldo Perrota
Com o Aldo foi a mesma coisa. Eu tinha falado com um amigo e ele também não pode. Logo pensei no Aldo. E eu sabia que as cenas que ele faria, uma delas o começo do filme, seria a última coisa que iríamos fazer. Eu queria assim. Queria trabalhar a construção do personagem Ana, da Adressa. E ela se jogou de cabeça. Com certeza, foi algo que foi se construindo muito mais por esforço dela. E eu fiquei feliz, muito feliz de ter escolhido a pessoa certa. 

Tem também a cantora Yanna que a Adressa falou que podia fazer ou propor alguma coisa musical para o filme. Mandei o roteiro e algumas montagens brutas do filme para ela ter uma ideia. Ela não me retornou. Pensei: "Não gostou". Aí em um outro dia, almoçando com Adressa e Bárbara, falo com Yanna e ela diz que só depois viu que meu e-mail estava no spam. Coisas internéticas! rsrs Mas no papo senti uma energia muito boa e vi que algo podia fluir.

O filme tem outras duas músicas que eu não podia abrir mão. O filme nasceu das imagens que elas me passavam. // Não conseguimos nos encontrar com Yanna. Mas a Adressa me deu um CD dela. E eu fui ouvir, já pensando na pessoa astral com quem falei ao telefone, torcendo para gostar das músicas. E adorei o CD. Uma das músicas acabou meio que virando o tema do filme. Conselho: ouçam essa cantora. 




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Virei a noite trabalhando. Estou esgotado. E ao mesmo tempo embasbacado com a cena que fizemos ontem. De uma delicadeza e de um humor sem igual. E conseguimos o resultado. Quase que ela fica fora da montagem do filme que fiz ontem Afinal, o filme já estava enorme e ainda faltando cenas que não filmei. Mas como sou teimoso, lá pelas 5h resolvi montar tudo de novo. Eu queria ver se eu conseguia comunicar o que eu pensei quando escrevi o roteiro. Fiz o trabalho. E tombei no sofá. Ainda não vi como ficou. Espero gostar quando eu for ver! rsrs

Com certeza, isso pode não ser a melhor coisa que farei. Mas por hoje foi o melhor que eu tinha a fazer. (E já quero novos dias de filmagem. Quero almoçar, falando de cinema. Quero ver filmes com a galera).

E digo: façam o que vocês pensam. Tenham amigos e sonhem junto. Vão em frente! Alguma coisa boa pode acontecer.

Essa é a minha vida. Esse é o meu filme. rsrsrs

Em breve!


Bárbara Campos, Raul Franco, Adressa Koetz e Alair Ferreira

Depois de um mês eu ressurjo...

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Quando eu viajo, fazendo shows, sem parar, sempre me surgem uns insights no meio do caminho...

Esse me veio dentro de um avião de São Paulo para o Rio de janeiro.

E acho que é algo muito claro que me veio de primeira. Durante um tempo fiquei com esse escrito rodando pela minha casa. Só agora passei para o computador. Espero que curtam.
QUEM DISSE QUE SERIA FÁCIL?
(escrito dentro de um avião)

Às vezes, eu olho pra trás e vejo escritos do meu diário inexistente.
Às vezes, eu me olho no espelho e penso: "Nossa, você envelheceu, hein?"
Às vezes, penso se ainda há tempo de prosseguir no sonho. 
Penso nas coisas que eu queria fazer antes dos 40. Penso nos 30 que já se foram. Penso no meu filho repetindo o que eu já fiz.
Tento, como tento buscar o sabor da primeira vez. Se não tiver o sabor exato, pelo menos algo que se aproxime.
Quando ficamos velhos, acho que os medos aumentam. De uns tempos pra cá, percebi alguns medos em mim. Nunca tive medo de morrer. Hoje tenho.
Sinto tanto temor pela aproximação da minha morte. Mas controlo o temor para que ele não atrofie os músculos da audácia.
Às vezes, eu me olho no espelho e digo: " Você se empenhou muito nisso. É só questão de tempo!"
Às vezes, não penso em nada. Tento relaxar do medo de não darem certo os planos.
Às vezes, me comovo com uma criança que corre e tropeça e cai no chão e chora e a mãe corre também para socorrê-la. 
Se eu cair agora, quem vai me socorrer?
Então, eu sonho!
Afinal, quem disse que seria fácil?

*Raul Franco 2/09/2012