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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Michael Jackson não morreu!!!


Parece que não é verdade!
Parece que estou sonhando!

Parece uma loucura sem pé nem cabeça!

Parece um absurdo inventado para perturbar o nosso dia!

Parece que é apenas um desses trotes da Internet!

Mas, infelizmente, é a mais pura verdade: o Rei do Pop não está mais entre nós.




Antes, uma coisa curiosa: ontem eu estava com minha namorada nas lojas Americanas do Rio-Sul (RJ) e tentei comprar um DVD do Michael Jackson. Tinha uma etiqueta em muitos DVD’s que acusavam o preço de R$ 14,99. Mas eu vi um que marcava R$ 9,99. Então, obviamente, optei por ele. E levei ao balcão para pagar. No computador estava o preço de R$ 14,99. Fiquei esperando o rapaz que teria que ver isso na máquina e corrigir. Esperei uns longos 10 minutos. Até que minha namorada disse: “Vamos!”. E ainda vi o cd Dangerours por R$ 9,99 também. Só que a irritação da espera já tinha tomado conta de mim. Minha namorada disse: “deixa isso pra depois”. Voltamos pra casa.


E hoje, após chegar do meu ensaio, entro no Twitter, por volta de 19h30 (horário de Brasília) e vejo pessoas escrevendo: Michael Jackson morreu”. Eu pensei que se tratava de uma brincadeira, como muita gente costuma fazer. Fiquei debochando, dizendo: “Ah tá, Michael Jackson morreu e Sílvio Santos também”. E fiquei twittando, ironizando a notícia. Procurei no Google e vi que Michael realmente tinha tido uma parada respiratória. Aí comecei a ficar apreensivo, mas pensava que se tratava apenas de uma coisa grave que se resolveria em dias. Liguei a TV. Passou um tempo, a apreensão aumentou, até que a repórter confirmou: “Michael Jackson está morto!” Simplesmente inacreditável!



Logo realizo um voo cego ao passado. E caio no tempo em que Michael reinava único. Era a época que o enigmático e potente álbum do astro estava em primeiro lugar em todas as paradas: Thriller (1982). E lembro de uma das coisas mais curiosas da minha infância. Acho que era o ano de 1983 ou 1984. Eu havia ido passar férias num lugar no Pará chamado Salinópolis (onde tem praia). Sempre viajava para lá em julho. E dessa vez eu fui com minha avó Nydia (mãe do meu pai). À noite íamos para um local onde todos iam passear – local este denominado de “pracinha”. E lá tinha uma porção de barraquinhas, vendendo coisas de surf, malhas, bijouterias. Uma barraquinha foi extremamente ousada: colocou o vídeo-clipe Thriller para passar lá. Aquilo pra mim foi algo inesquecível. Porque a gente se amontoava na apertada barraquinha para ver aquela coisa altamente moderna para a época: um clipe como um filme, onde tinha uma história e o cantor virava lobisomem, além de ter uma coreografia altamente surpreendente e impactante, e o que é melhor: feita com monstros assustadores. O mais engraçado era o fato de eu, por ser bem pequeno, mal conseguir passar pelas pessoas para chegar até um local onde pudesse conferir todo o clipe. Mas aí também estava o barato: todas as férias torcia para chegar à noite e eu ir para a “pracinha” pegar fragmentos dessa obra-prima de Michael. Ao fim das férias, já tinha visto o clipe inteiro. Porque o mundo ia para lá ver e depois comentar embasbacado. Essas férias foram marcadas por isso e também pelo fato de minha vó brigar de dar dinheiro para o meu lanche e eu gastar com buttons com a imagem de Michael Jackson.




Enfim, o que sei é que tenho várias histórias para contar sobre o astro pop. Mas foi essa que pegou de cara os meus olhos virgens para essa grande novidade. Olhos que brilharam profundamente e mal conseguiam piscar diante do novo Gene Kelly. Aquilo era muito novo.

É claro que desde cedo, ainda com os Jackson 5, Michael estava traçando uma trajetória brilhante que teve o auge na elaboração do Trhiller, seja o disco ou seja o clipe. Mesmo sendo criança, eu jamais esqueci o que aquilo me provocou. Ali estava o novo. E era o começo da década de 80. Muitas coisas ainda viriam pela frente. Mas essa avalanche moderna veio com ele, Michael, que, não à toa, fez jus ao título de Rei do Pop.


Agora, uma pausa, antes do sono, para ainda digerir essa triste notícia de hoje.


O dia 25 de julho será marcado para sempre por esse episódio.


E minha alma juvenil insiste na pueril afirmação, a mesma que se fez ao Elvis: MICHAEL JACKSON NÃO MORREU!!! (lágrimas!)