quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sexta, dia 30/10, estreou FUZUÊ

FUZUÊ é o mais novo show de humor dos Fanfarrões, Cia surgida no cenário carioca em agosto de 2007. Nesse show, a dupla de comediantes Raul Franco e Bia Guedes – também responsável pelo texto e direção - desfila os seus tipos cômicos, como a Afrânia, feminista que se volta contra os homens que fazem da mulher uma verdadeira escrava e Manolo Passos, o coreógrafo das estrelas que lança o seu mais novo curso de dança para casais. Além de brincar também com o universo dos super-heróis, já que no show aparece a Mulher Maravilha, reclamando dos seus ex-amores e Robin em carreira solo, querendo sair da sombra de Batman. O show ainda contará com dublagens engraçadas e cenas de platéia. E busca mais uma vez imprimir a marca da Cia que tem um trabalho voltado para o mais puro entretenimento, com dança, música, mímicas e pantomimas.

Serviço: Sesc Tijuca - Rua Barão de Mesquita, 539 - TIJUCA. Sexta, 20h30.



segunda-feira, 19 de outubro de 2009

2 anos de Pantomima

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Pantomima do Dominó - legendado

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O ARTISTA

Todo dia penso: QUAL A MISSÃO DE UM ARTISTA?

Porque artista não é simplesmente ser ator. Artista é o envolvimento desse ator por completo com a arte. O artista reflete o seu tempo, lança novas possibilidades, novos paradigmas. Infelizmente, nos tempos atuais a figura do artista está se perdendo, cedendo luar ao "arteiro", pessoas como as que saem dos realities shows para os palcos da vida, que pouco ou na tem a oferecer em termos de arte, mas se consideram artistas e, no fundo, acabam refletindo o vazio da arte, aproveitando os seus 15 minutos de fama, preconizados por Andy Warhol!

Mas eu continuo na batalha, como um exército de um homem só, às vezes, encontrando alguém que me entenda no meio do caminho. Encontrando novos amigos, apreciadores do que eu faço. E insistindo, levando adiante as coisas nas quais eu acredito. Fazendo o que de melhor sei fazer. E sempre apostando em tudo com o coração e a disciplina que me faz ser o artista que sou.

E como hoje temos a facilidade de fazer com que as pessoas que admiram o nosso trabalho entrem em contato, coisas interessantes costumam acontecer, como um e-mail que eu recebi recentemente (dia 31/08/2009). E são mensagens assim que me fazem perceber que não estou só.

Abaixo divido com vocês esse carinho que muitas vezes me dá mais vontade de prossegir.

"Neste momento não se completam dez minutos desde que eu vi seu trabalho (diga-se de passagem, quase que todo seu repertório) exposto no Youtube.

Como você falou, em certo vídeo, graças a Deus temos a Internet! =D

Fiquei maravilhada com o trabalho artístico do senhor e o achei muito interessante. Como gosto de valorizar os pequenos agrados que recebo nesta vida, não pude ignorar seu e-mail ilustrado no início de um dos vídeos que vi, tendo que então, por meio deste, que lhes submeter a uma sessão de elogios e agradecimentos. Não que isto seja ruim, certo? Afinal esta é uma das poucas vezes que eu sinto necessidade de prestigiar um artista.

O senhor realmente é um rapaz de talento que, com toda certeza, merece muito sucesso, pois a diversão não se encontra em apenas um ato de teatro, e sim no artista que o faz; e como a boa divulgadora que sou (apesar do meu restrito ciclo) pude também alegrar a todos que se interessaram a ver o vídeo. Ouso falar que me surpreendi com uma criaturinha que já havia prestigiado o seu trabalho, e que também teceu elogios a sua pessoa (haha). Porém ele não fora o único, de todos os contatos ouvi expressões entusiasmada de “muito bom”, “me mijei de rir”, dentre outros clichês que se soltam quando a pessoa não consegue se conter, apenas ri. Muitos destes perguntaram-me se o senhor ainda se encontrava em cartaz no Teatro Carlos Gomes (sic), depois de uma curta busca descobrimos que não, contudo se possível sentiria-me feliz se em uma súbita resposta, pudesse me dizer aonde se encontra, ou quando comparecerá novamente ao Rio (se for o caso), pois há mais um pequeno público afim de prestigiá-lo.

Agradeço pelo divertido início de noite, e mais uma vez tenho de parabenizá-lo pelo excelente trabalho, agradou muito a nós jovens com idades entre 19 e 25 anos.

Boa noite, ou bom dia, tarde.. Seja lá qual for o horário em que o e-mail for lido.


Um beijo e boa sorte na carreira e na vida".

Luiza Ferreira.

O que eu posso dizer sobre isso? Só agradecer profundamente!

Eu digo SIM


Uma vez estava em São Paulo para me apresentar num programa de TV.
E já que se tratava de um momento importante eu me vi na maior adrenalina. E são nesses momentos que vemos a nossa vida toda passar como num flash em nossa cabeça. Ainda no hotel, pensei na minha trajetória como artista e logo peguei um papel - daqueles que vem no bloco com a logo do hotel - e rabisquei alguma coisa. E como é de costume: sempre penso em tudo com uma certa positividade, por isso achei que poderia dar o nome a esse texto de SIM. Porque é muito bom quando ouvimos a palavra sim, simbolizando a permissão, a porta aberta para que avancemos com nossos sonhos. Então, divido com vocês esse poema... Afinal, como diz uma canção do Charlie Brown JR: "A vida já me derrubou / a vida já me deu abrigo".


SIM - Raul Franco

Saí do Norte

Tentando a sorte

De levar minh’arte

Pra qualquer parte

Do Brasil


Aterrissei no Rio de Janeiro

Sem dinheiro

Mas com vontade

De tudo conquistar


Fazendo uma figuração ali

E uma peça acolá

Vendendo o meu livro

De bar em bar

Recitando versos dispersos

Na noite da boemia

Com as pernas cansadas

E a barriga vazia

Mas sem tempo de desistir

Ou voltar atrás

Transformando em sopro

Toda tempestade sagaz


Sou artista brasileiro

Com a proteção do Cristo Redentor

Assim me fiz ator

Brilhando no palco

Correndo pro abraço

Depois do salto

Sem rede de proteção

Sentindo no coração

O peso da sobrevivência


De vez em quando fiquei triste

A cada porta fechada

Mas minha mão é dura

E se fecha também

Pra socar o vazio

Tecendo a vontade de ir além

Remando nesse Rio

Que não pertence a ninguém

Nem a mim, nem a ti


Então, parto de Copa

A São João de Meriti

E traço a minha rota

Com a necessidade de existir


E existo

Com a bênção da minha mãe

Que sempre torceu por mim

Porque ela sabia que um dia

O meu martírio chegaria ao fim

Pois pra cada 38 nãos

Tem que vir um SIM

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

REFLEXÕES TEATRAIS



Há muito venho querendo escrever um texto para o blog como forma de refletir um pouco sobre o movimento teatral no Rio de Janeiro. Principalmente com o advento e consolidação do Stand Up Comedy. É claro que pretendo fazer um apanhado geral afim de levantar coisas interessantes dessa, digamos assim, “nova onda teatral”.

Curiosamente, nessa semana, li uns três blogs que falavam especificamente sobre o gênero Stand Up Comedy, que, cada vez mais, tem proliferado como Gremlins. A cada mês surgem 2 ou 3 grupos de pessoas montando shows de humor, fazendo uso apenas do microfone. E esse gênero conseguiu um feito raro: tem levado muitos jovens aos teatros ou, principalmente, a bares e restaurantes, isto é, locais onde ocorrem tais shows.

O legal desses três blogs que li é que eles levantavam, com ironia e sagacidade, questões interessantes do gênero, inclusive, debochando do mesmo. E isso só me estimulou a produzir um texto – não tão irônico ou sagaz – como forma de entender alguns pontos da “nova onda teatral”, tendo eu, acompanhado de perto isso.

Então, comecemos: como já se sabe, o Stand Up virou o boom do momento, a galinha dos ovos de ouro, a elegância, a comédia cult, etc e tal. E o mais engraçado é que, dando um passeio pelo youtube, site que ajudou a proliferar o gênero e a consagrá-lo, podemos encontrar o mestre Chico Anísio lá pelo ano de 1968, fazendo... Stand Up. Apesar da distância entre os tempos, com poucas mudanças, o que o Chico fazia lá atrás é quase igual ao que se faz hoje. Pelo menos no quesito “de cara limpa” e com um microfone na mão.


Lembro que uma vez, acho que 2003, eu escrevi um texto para fazer com o ator Marcos Veras. E quando terminei de escrever, eu mostrei para ele as características daquilo que eu estava afim de fazer naquele momento. E era algo que se assemelhava ao Stand Up Comedy. Eu, na época, apresentei ao Marcos coisas que serviriam de inspiração. E o diferencial desse trabalho que pretendíamos fazer era que os textos seriam ditos de forma frenética, sem ter personagens, quer dizer, nós estaríamos lá, falando de coisas relacionadas a vida do artista brasileiro, de cara limpa. Seria uma forma de reflexão sobre nossas carreiras. Mas, a primeira vista, aquilo parecia muito novo pra gente. Depois de pouco tempo é que vimos surgir pessoas geniais, fazendo coisas simples, apenas com um bom texto e o sempre presente microfone. Só que já havíamos abandonado esse projeto para fazer outros.



Quando vi o Diogo Portugal a primeira vez no youtube, fazendo Stand Up, curti muito. Depois assisti, no mesmo youtube, Rafinha Bastos, e delirei mais ainda. Comecei a achar aquilo interessante. Aí conheci o Comédia em Pé (considerado o primeiro clube de comédia Stand Up do Brasil), com Fernando Caruso, Cláudio Torres Gonzaga, Fábio Porchat e Paulo Carvalho. E vi que a coisa estava decolando, ganhando corpo e fazendo com que o público se interessasse. O mais curioso é que no começo, quando a galera do Stand Up Comedy ia fazer os shows, antes, sempre tinha a explicação do que vinha a ser o gênero. Hoje ainda tem, mas não tanto como no começo. É a prova de que o gênero já foi digerido pela grande maioria.

Dando um salto para os tempos atuais, agora com o gênero já consagrado, eu sempre brinco, analisando esse movimento do Stand Up, dizendo que é como o movimento do rock dos anos 80. Lembram? Como a moda no Brasil naquela década era fazer rock tupiniquim, muitos queriam ter bandas bem sucedidas como a Legião Urbana, Titãs e Paralamas do Sucesso. Muitos não conseguiam, porque faltava talento, espontaneidade e originalidade. Tanto que naquela época o Capital Inicial era uma banda da segundona, porque era difícil competir com essas bandas tão geniais. O mesmo acontece com o Stand Up. E como, na maioria das vezes, é só preciso ter cara de pau e determinação pra subir no palco para fazer, muitos se arvoram. E nem precisa ser ator. Quer dizer, às vezes é até melhor não ser, para não tentar interpretar demais a história. Tem muito publicitário fazendo Stand Up. Muito jornalista (com diploma ainda – rsrs). Até matemático, como um amigo que admiro muito, Marcos Castro. Mas como tudo já está carnavalizado demais, vi que até o Sérgio Malandro e a Nany People estão fazendo Stand Up. rsrs Isso é demais pra mim!!!!!!

Uma vez, há tempos, quando fui ver uma apresentação de alguém – que não lembro quem – eu achei interessante, mas teve um amigo meu que disse: “Ah, mas não é o Stand Up puro! Porque o puro não pode ter personagem, não pode ter música...” Essa colocação desse meu amigo pareceu também aquelas colocações de puristas que falam do Reggae Raiz que é diferente do Reggae Roots e tal. Achei incrível essa colocação! O que sei é que acredito em dois gêneros de comédia: aquela que funciona e aquela que não funciona. Porque, sinceramente, para o público que pagou o ingresso para ver uma comédia, ele só quer saber de rir. Análises e críticas profundas são para quem trabalha com isso, ou seja, os próprios críticos dos cadernos culturais. Porém, uma coisa é certa: o público é quem consagra a peça ou o show. Os críticos servem só para atrapalhar o meio do campo (com algumas raras exceções).

Eu, de vez em quando flerto com o Stand Up. Já estou começando a montar o meu novo show, experimentando características desse gênero. Mas acredito que a minha palavra de ordem sempre foi subverter. Então, contrariando o meu amigo, não vou optar pelo Stand Up puro. Gosto de mesclar as coisas. Por que já pensou se fôssemos defender a pureza de tudo? (rsrsrs) O cara tocaria rock da mesma maneira que a humanidade ouvia há 50 anos. E não haveria Benjor para propor o Samba Rock. Pra mim, esse é o segredo do jogo, poder subverter e mixar gêneros, pelo menos no trabalho em que eu venho me propondo.

Continuo admirando muito o trabalho de muita gente que faz Stand Up. Até porque faço participações em alguns shows de amigos meus. E fico admirado ao ver uma galera cada vez maior comparecer aos shows. Por exemplo, fui ao Canecão assistir a gravação do DVD do Comédia em Pé. E estava muito cheio. E eu pensei: “Caramba, os caras estão nesse palco enorme apenas com um painel de fundo, uma luz e o tal microfone. E a platéia se acabando de rir”. Ou seja, o que importa é que funciona. E é legal ver caras bons fazerem Stand Up. Outra coisa mais louca: devido a economia de parafernálias para realizar um show de Stand Up, o Comédia em Pé chegou ao cúmulo de estar em cartaz em 3 lugares diferentes do Rio de Janeiro, no mesmo período. Realmente é uma coisa extraordinária.

Isso é a prova de que muitos adereços, cenários, figurinos não garantem a diversão do público. Já vi peças mega-produzidas que eu quis sair no meio. E já fiquei boquiaberto ao ver a atriz e mímica Denise Stoklos ficar gigante no palco ao fazer uso de seu corpo e de sua voz. O que importa, como já disse, é se funciona.



Enfim, isso é apenas um lado desse movimento todo do teatro no Rio de Janeiro. Mas não é o todo. E como falamos do Stand Up, vale dizer também que é imperativo o grande número de comédias em cartaz no Rio de Janeiro. Aqui, em sua maioria, ou você faz comédia ou não terá tanto público. O grande barato é ver quando outros gêneros fazem sucesso, quando não estão fazendo o feijão com arroz da comédia carioca. É a prova também de que o trabalho é bom. Porque o excesso de comédias não quer dizer que o riso acompanhe isso proporcionalmente. Tem muita coisa ruim também, muita gente querendo pegar o filão do que está dando certo. Isso devo falar mais tarde em outro post.

Para terminar, gostaria de escrever o seguinte: assim como comentei de modo geral sobre o Stand Up, eu também gostaria muito que tivesse um grande movimento em prol do teatro mesmo. Porque minha formação é teatral. Eu estudei pra isso (apesar de muita gente achar que não precisa estudar tanto para ser ator). A minha relação com a comédia nesse sentido de solos, de performances individuais, é recente. Iniciou-se mesmo na comédia Tubo de Ensaio, em 2005, onde tinha solos de personagens. Com os Fanfarrões isso se consolidou em mim. E por causa da constância de eventos e novas temporadas dos Fanfarrões, eu passei a ter uma produção voltada para os esquetes de humor com novos personagens cômicos. Mas já estou com saudade de espetáculos teatrais, que podem ser comédia, algo como um Molière que tanto gosto, ou um drama, como Tchekov, Nelson Rodrigues, e outros. Como falei de movimento e dessa minha saudade, por sorte fui parar num projeto bem bacana que está acontecendo no teatro Gláucio Gil: o Drama EnCena (já tem um post aqui que falo desse projeto) que, resumidamente, é uma reunião de autores novos (alguns até premiados) e uma geração de atores bons, levantando as cenas produzidas por esses autores em uma semana. Um exercício fantástico e muito peculiar para todos nós. E o que é bom é que estamos buscando a essência teatral e levando questões contemporâneas para o palco, com criatividade e empenho. Isso é muito bom também. Porque, por exemplo, uma vez vi uma entrevista com a Bibi Ferreira e ela falava que essa nova geração está muito mal acostumada, fazendo espetáculos teatrais somente com o uso do microfone, até em lugares que nem necessitaria desse recurso. Eu pensei muito sobre isso. E como falei de Stand Up, uso do microfone e tal, isso tem tudo a ver. É claro que nesse gênero, isso é de extrema importância. Mas é grandioso você ter um palco com uma acústica maravilhosa e poder fazer uso daquela voz que você, como ator, trabalhou. Se começarmos mesmo a querer usar microfone em todo espaço, estaremos perdendo também essa exigência vocal, tão defendida nas escolas teatrais.

No próximo post, sigo nas minhas reflexões teatrais.

E nesse movimento todo, sempre torço para que sobrevivam os melhores!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Comédia a La Carte

Semana passada participei do show de Felipe Absalão: Comédia a La Carte, no teatro Miguel Falabela - Norte Shopping (terça e quarta, 20h)

Abaixo, algumas fotos:

Adorei esse registro!


Andréia, Felipe e eu


Eu, Smigol, Felipe e Nigel


O QUARTETO!

Momento "coração"


o que já virou minha marca!