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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Show em Belém

Dia 21/06 retornei para mais dois shows em Belém com o Grupo de Improviso Game Over.

Dessa vez a apresentação foi no Hilton Hotel.

Duas sessões de arrepiar.

Abaixo imagens do show.












quinta-feira, 5 de junho de 2014

Com Biquini Cavadão - na estrada

Olá, galera!

Muito feliz.
Dia 31/05 participei, como convidado, da gravação do DVD/Blu-Ray comemorativo de 30 anos da banda Biquini Cavadão.
Uma noite ímpar. E uma honra para mim poder fazer parte dessa festa.

No face escrevi sobre esse momento:

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Ainda embasbacado de ter participado desse momento especial que foi a gravação do DVD de 30 anos da banda Biquini Cavadão.

Uma equipe excelente e um prazer ver o empenho de todo mundo em busca do melhor resultado.

Obrigado ao amigo Carlos Coelho que viu algo que poderia ser um diferencial no show.

E mais feliz ainda é ver/ler a repercussão da gravação. Muita gente foi de outros Estados conferir. Tinham até conterrâneos meus de Belém do Pará.

E fiquei agora surpreendido ao ver essa imagem e o que a pessoa postou sobre o meu momento na gravação:

"Com muita criatividade os telões apresentava clipes e imagens da banda a cada música tocada. Talvez a melhor parte tenha sido quando o comediante Raul Franco saiu dos telões e foi pro palco apresentar com seus divertidos gestos a mimica pra 'Dani', show".

http://blitzrockgyn.wordpress.com/2014/06/01/gravacaobiquinicavadao/


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Abaixo, algumas imagens desse momento:

Na hora do ensaio geral.

Com Miguel

Com Bruno

Alguns registros que fiz do ensaio

Com Coelho


Com Birita

Galera reunida no camarim antes do grande show



Trecho do ensaio da pantomima que fiz ao vivo durante o show



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O DVD/Blu-Ray deve sair final do ano.

Aguardem.

Sigam no instagram: #raulfranco14


quinta-feira, 29 de maio de 2014

Voltando depois de séculos mais uma vez. Dessa vez trazendo uma nova série que comecei a gravar para o youtube despretensiosamente.

O Vídeo Um Homem Só!

Direitos Humanos



Pessoas Mortas




Entrevista de Emprego




Espero que gostem

Abraços e axé. 

Raul Franco

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A Arte em Mim - Por Raul Franco


Sempre brinquei, dizendo que se eu fosse só ator já teria desistido há muito tempo. Não desmerecendo o trabalho do ator, pelo contrário. Mas entendendo a trajetória árdua e as dificuldades da carreira. 

O prazer de ser ator é algo que não consigo explicar em palavras. E tenho muito carinho por esse trabalho. Tanto que me dedico a ele há mais de duas décadas. É claro que depois que vim morar no RJ - e lá se vão 17 anos - a dedicação passou a ser total. Eu, paraense nato, que já fazia teatro em Belém desde 1984, quando encenei o Saci Pererê no meu colégio, vim para a Cidade Maravilhosa buscar espaço onde eu pudesse mostrar a minha arte.

Logo que cheguei por aqui, o objetivo era poder estudar, aprender técnicas, me aprimorar. Não queria que meu trabalho de ator fosse apenas intuitivo. Uma carreira não pode se enfiar apenas nisso. E eu queria poder ver todas as peças que estavam em cartaz. Para ver o que estavam fazendo, aprender com o olhar. Minha sede de espectador era enorme. E tive a sorte de em 4 dias de Cidade Maravilhosa estar ensaiando um infantil com uma galera jovem. 

Pois bem, isso é o começo, ou melhor, quase o começo de tudo. Então, retomo o frase que falei no início do texto: "se eu fosse só ator já teria desistido há muito tempo". Aí entra minhas outras funções. Porque sempre pensei na arte como forma de me expressar, dizer o que eu estava sentindo. Minha ligação com meu ofício vem de uma necessidade absurda de comunicação. Aí entra o autor. Porque sempre escrevi meus textos. O primeiro poema veio com 11 anos. Depois veio a adaptação de textos lidos em sala de aula para o teatro. E não parei mais. 

Agora um parêntesis importantíssimo. Quero contar algo que fiz. Eu já roubei. Sim, roubei. Mas não me condenem. Eu era criança. Sei que foi um ato inocente. E preciso desabafar aqui. Uma vez fui a uma livraria com a minha mãe. Não sei se o ano era 1984 ou 1985. Eu devia ter 10/11 anos. caminhando com ela, passei por uma sessão de livros infantis. E tinha um livro que era uma fábula. E uma coisa que achei curiosa é que vinha junto desse livro uma versão em formato de livrinho com a mesma história. Eu tirei do plástico. E não resisti. Aquilo me convidava para um roubo. Era tentador. Sei que, de repente, eu poderia pedir para minha mãe comprar, mas aquilo tinha cara de brinde. Coloquei no bolso e saímos da livraria. 

Eu li o livro. E melhor ainda, gostei tanto da história que resolvi fazer uma peça. Não lembro bem o nome do livro. Mas contava a história de um rei que não tinha orelha. Eu reuni os meus amigos do colégio. Começamos a ensaiar. E um dia, quando a peça estava pronta, eu pedi para a professora para apresentar no finalzinho da aula. Coisa que depois passei a fazer com frequência. Meia hora final da aula era reservada para as minhas peças. E assim comecei a criar. 

Ufa, depois desse desabafo, que eu espero que vocês tenham me perdoado, prossigo na minha história.

O trabalho do autor sempre foi forte na minha vida. Comecei brincando de adaptar para o teatro os textos que eu achava legal. Na faculdade foi a mesma coisa (eu me formei em Ciências Sociais). E escrever pra mim é quase como uma função vital: respirar. Nunca me vi sem escrever. E isso complementa bastante o meu trabalho de ator.

Algumas vezes que foi difícl viver como ator, o autor me ajudava a sobreviver. No meu segundo ano de RJ consegui montar o meu primeiro texto para os cariocas verem. Tratava-se do Casal Consumo - que sempre digo que foi o texto que me ensinou a escrever para teatro, porque ele tem várias versões e sempre eu estava modificando alguma coisa. Era escrever e experimentar em cena. Comecei a fazer a peça em 1998 e só fui parar de fazer em 2005. Em 2013 ela ganhou nova versão em SP, com o nome de Amor, Brigas e Novela das 8.

E além do trabalho de autor, ajudando no trabalho do ator, tem o meu trabalho de diretor. E essa trinca pra mim sempre foi fundamental, me ajudando a ver a arte de uma maneira global. Em Belém eu já dirigia minhas coisas desde o tempo do colégio. Na Faculdade de Ciências Sociais prossegui. E no Rio, no meu segundo ano, eu já estava dirigindo o Casal Consumo. E sempre procurei conciliar essas 3 funções. E com o trabalho de diretor, eu aprendo muito em relação a atuação. Ou seja, é uma forma de eu olhar para o ofício do ator, estando em outro plano.

E para arrematar isso tudo, vem o que eu aprendi de produção. Afinal, para montar minhas próprias coisas, tive que meter a mão na massa e aprender a produzir na marra. Muitas vezes foi necessário produzir para continuar trabalhando. Porque nunca fui o tipo de ator que espera um telefonema de alguém, oferecendo trabalho. Sempre pensava naquilo que eu queria fazer e corria atrás. E assim segui na carreira.

Muita coisa, né? Isso porque estou falando de modo resumido. Mas vocês viram que acabei circulando em muitas funções para dar prosseguimento ao meu trabalho no campo da arte. Como ator, produtor, diretor e autor. É claro que em vários momentos, fiquei mais em uma função. Uma época eu dirigia mais, em outra, atuava mais. Escrevendo e produzindo sempre. Quando eu estava mais dirigindo, alguém me ligava para chamar para um trabalho de ator e dizia: "Vem cá, Raul, você ainda atua ou só dirige agora?" E eu sempre achava a pergunta boba, porque pra mim era impossível pensar em não atuar. Faz parte da minha vida. Não é uma aventura. 

Agora pra complicar um pouco ou até dar mais elementos para a discussão da minha arte, a partir de 2005 eu enveredei para o trabalho da comédia e potencializei o comediante que havia dentro de mim. Comecei a fazer shows de humor, que é completamente diferente de uma peça de teatro. Montei minha própria companhia, Os Fanfarrões, e não parei mais. E até como comediante, não tenho uma linha única de trabalho. Faço stand up comedy, personagens e pantomimas. E o humor físico se tornou uma marca do meu trabalho. E tudo isso vira a loucura que eu sou. Porque penso em piadas o tempo todo. Penso em músicas engraçadas. Penso em gestos que posso fazer em determinadas cenas. E isso me instiga e alimenta. 

Gosto muito do que eu faço. E não consigo me ver, fazendo apenas uma coisa. Gosto dessa pluralidade da arte. Porque tem a ver com a minha personalidade também. Às vezes, eu mesmo me pergunto se sou mais ator ou comediante. Porque outra coisa que é peculiar no meu trabalho é que faço comédia e também faço drama. E acredito que circulo bem entre esses dois gêneros. O que é raro. E sempre procurei também fazer as duas coisas. para não perder a veia de cada um dos gêneros. 

Em 2014 vão estrear alguns novos textos meus. Dirigidos por outras pessoas. Eu devo dirigir uma nova peça. Devo, em breve, circular com o meu show Risotril. E quero matar a saudade de estar no teatro, fazendo uma peça como ator. E sei que vou conseguir. Minha alma tem sede.

Mas é isso! Como diria Renato Russo, busque informação sempre. Se você é artista, procure saber sobre tudo. Leia bastante. Porque livros devem nos instigar e nos ensinar outros mundos. Cultura nunca é demais. E, obviamente, tenha um pouco de sorte. Abraços!

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

No Horário Nobre

Hoje tem minha participação na novela Em Família. Prestigiem!


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

De volta!!!

Espanando a poeira e o mofo do blog.

E afinal, alguém ainda lê blog com textos? Ou uma imagem fala mais ainda?

Quando criei o primeiro blog, a ideia era postar os meus textos, como forma de guardá-los em um lugar seguro. Depois, acabei perdendo o primeiro blog porque fiquei sem postar um tempo e era um blog que passou a ser só para assinantes depois, não sei, não lembro. rsrs

Este me deu muitas alegrias. E achei que seria legal retomá-lo só para ele não ficar tão abandonado.

E hoje estou fazendo esta retomada.

E posto algo que, para bons entendedores, será claríssimo.

*.*



Pra mim a base do ator é e sempre será o teatro. Ele te dá grandiosas ferramentas para exercício do ofício.

Por isso acho bem estranho quando um jovem ator de TV vai dar entrevista e diz que não gosta de teatro, que ele não o apetece.

Então, o essencial do ator ele não curte. 

Isso pra mim não tem sentido!

Acho que sou bem purista! E defendo o que acho que é fundamental para o nosso trabalho.

*.*

Volto em breve, galera!!!


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Sobre o filme Somos Tão Jovens


Fui ao cinema muito ansioso para ver o filme que conta a história do começo de Renato Russo. E é muito complicado quando vejo o filme sobre algum ídolo meu, porque conheço tanto da história que temo não me surpreender ou emocionar. Assim foi com o Cazuza, por exemplo, que eu confesso que me decepcionou por alguns aspectos. Tanto que esqueci. Mas vamos ao filme de hoje. 

Chegou ao fim a minha árdua espera pela estreia de Somos Tão Jovens. Fui ao cinema e comprei o ingresso para a penúltima sessão. Parecia que eu estava indo a um show da Legião Urbana. 

Sentei na poltrona e esperei com muita vontade de saber como contariam a história. De cara, digo que fiquei bem tenso, já que o filme tem a direção de Antônio Carlos da Fontoura - o mesmo diretor que dirigiu um dos piores filmes nacionais de todos os tempos: Gatão de Meia Idade. Mas superei esse preconceito e continuei com os olhos atentos.

Eu sabia que tudo para mim seria motivo de análise. Por exemplo, não curti tanto a abertura, porque de cara apresentou-se uma das grandes canções da Legião: Tempo Perdido e apareceram várias fotos de Renato Russo, da infância até mais ou menos a fase que o filme retrata. Eu já achei que isso seria um tiro no pé. Eu, particularmente, não gosto muito de filmes que logo abrem com os créditos e, nesse caso, exaltando o ídolo do qual vão contar a história. E mais ainda: logo ouvimos a voz do Thiago Mendonça (que faz o ídolo em questão), cantando os versos de Tempo Perdido. Para mim, isso devia ser uma surpresa guardada para o desenrolar do filme. Mas, ok, foi a opção do diretor.

De modo geral, posso falar o seguinte: gostei do modo como a história foi contada. Acho interessante essa coisa de retratar o Renato antes do mito, antes do sucesso estrondoso. O filme fala desse Renato jovem, com aflições, angústias, sonhos, vivendo em uma Brasília da época da ditadura. Até o próprio lance da doença que ele teve nos ossos, epifisiólise, é tratada de forma simples, como um obstáculo na vida de Renato. Um obstáculo a ser superado. Nada muito enfatizado a ponto de comover com algo que foi só um pedaço da trajetória. Isso foi um ponto positivo.

E achei legal alguns detalhes que pensei que não seriam retratados de forma interessante, como o show de Patos de Minas, quando Renato apresenta a Legião Urbana pela primeira vez. E na cena temos também a participação de Phillippe Seabra - da Plebe Rude, fazendo o prefeito da cidade (ele que esteve neste show histórico).  E a confusão em uma das festas juvenis denominadas Rockonha - festa regada a rock com maconha - também teve o seu destaque. 

Thiago Mendonça está muito bem no filme. Ele pegou os trejeitos de forma bem interessante. E em muitas vezes, fisicamente, a lembrança do Renato vem muito forte, porque a semelhança é assustadora. A atriz que faz a amiga mais próxima de Renato,  Ana Cláudia (fictícia, porque juntaram umas três namoradinhas de Renato neste personagem), é um dos pontos altíssimos do filme. A atriz tem nuances e conflitos que enriquecem a sua relação com Renato. E a cena em que ela aparece de supetão no meio de um show, depois de ter brigado e se afastado de Renato e ele apresenta a canção Ainda é cedo como feita para ela é incrível e emocional. O olhar de Laila passa toda a emoção. Com certeza, um dos momentos mais líricos do filme. 

Agora é preciso falar dos pontos negativos. Uma coisa que estou me perguntando até agora é o seguinte: quem fez a preparação dos atores? Há um desnível sem igual. E olha que avançamos muito nisso nos últimos tempos. Vemos filmes nacionais hoje em dia e não há tanto desnível entre atores principais e secundários como no filme Somos Tão Jovens. Soube que muitos que participaram do filme não são atores. Como eram músicos, resolveram incluí-los, mas é complicado. Por exemplo, o ator que faz o Ico Ouro Preto, que só dá uma fala e que em um dos trailers do filme tem a cena, é de doer. Como Nicolau - filho de Dado Villa Lobos - que faz o pai no filme. Ainda bem que ele não tem muitas falas, porque comprometeria ainda mais. O ator que faz o Marcelo Bonfá, Conrado Godoy, também não tem grande atuação. Nas poucas falas, vemos o quanto ele não tem experiência. Assim como o ator que faz o Dinho, do Capital. O ator que faz o Fê Lemos, Bruno Torres, até tem uma atuação um pouco melhor. Mas acho que como falaram da briga que o Fê Lemos teve com o Renato, quase sempre a atuação de Bruno é dura, sem nuance ou conflito. Vi até um vídeo onde ele diz que o diretor o deixou à vontade para criar. Então, ele fez o que achou. Acredito que faltou uma melhor preparação do elenco para homogeneizar nas atuações. Há coisas gritantes. O ator que faz o Herbert Vianna, Edu Moraes, é risível, porque ele caricaturou demais a figura de Herbert, tentando imitar até a voz (o que, ao meu ver, é sem necessidade). Como o filme tem esse desnível de atuações, nessa hora eu ri muito. 

Mas ainda bem que temos no filme atores como Marcos Breda (que interpreta muito bem o pai de Renato), Sandra Corvelone (que faz a mãe de Renato e que ganhou o prêmio de melhor atriz no festival de Cannes de 2008, por Linha de Passe). A irmã de Renato é interpretada pela atriz Bianca Comparato que, apesar de uma aparição tímida no filme, tem boa atuação e que leva às gargalhadas no momento em que Renato fala da sua ida ao Rio de janeiro para se apresentar no Circo Voador. 

Mas, no geral, curti muito o filme. A trilha é impecável. Tem, obviamente, canções do Sex Pistols e os atores tocando mesmo as canções, o que garante peso e credibilidade a um filme que retrata um ídolo da música. 

Vão assistir e depois conversamos mais!

Somos Tão Jovens!!!

Força Sempre!