Galera brasileira, sexta, dia 28/10, fiz apresentação do meu solo Saída de Emergência na FITA - Festa Internacional de Teatro de Angra dos Reis. Um evento belíssimo. E o mais maravilhoso é ver o palco da comédia. Tudo bem cuidado e uma plateia de 1500 pessoas que compareceu em peso, pronta para se divertir.
Fazer apresntação para um público assim é como um show de Beatles. Abaixo, o comentário sobre minha passagem pela FITA. (Já quero de novo - risos)
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Artigo que vale a pena ler
Eduardo Sterblitch subverte tudo no show Minhas Sinceras Desculpas
Ou A morte do Freddie Mercury diante de uma plateia surpreendida - por Raul Franco
Ou A morte do Freddie Mercury diante de uma plateia surpreendida - por Raul Franco
Sábado agora fui ver o show Minhas sinceras desculpas, de Eduardo Sterblitch, no Citibank Hall do Rio de Janeiro. Eu estava bem curioso para ver de perto esse show. Gosto muito do trabalho dele desde que o conheci como integrante do grupo Deznecessários (do meu amigo Paulinho Serra). Lembro a primeira vez que vi o quadro que ele faz de um ex-viciado em imitar o Sílvio Santos. Aquilo me deixava louco. Eu dizia: "Nossa, como isso é bom. Esse cara é genial". E me assustava mais ainda o fato de o Edu ser bem novo e ter calma no palco, segurança e dizer o texto com uma naturalidade e verdade assustadores. Isso é fantástico!
Depois de ver o show dele só concluí o que eu já sabia: "esse cara é mesmo genial". É genial, principalmente porque é louco (risos). E eu admiro pessoas loucas que nadam contra a corrente. E sinto inveja! Uma inveja criativa, como diz Ezequiel Neves. Não parei de pensar no espetáculo. De pensar em tudo. E principalmente, não parei de pensar em humor, nessa nova safra de comediantes. Ao ver o show, tive certeza de que tem alguém querendo ir além do que é óbvio demais fazer. Alguém querendo fugir do que esperam dele. E isso é instigante, pelo menos pra mim.
Em 2003/2004 cheguei a escrever um espetáculo que era muito novo, muito diferente do que eu estava acostumado a fazer. Ele parecia estranho porque ninguém estava fazendo aquilo no momento. Eu ia fazer com um amigo. E senti que aquilo tinha uma força avassaladora, porque quando escrevi a primeira parte foi quase como num surto. Chegamos a ensaiar. E eu dizia: "isso aqui não tem personagem, é quase como stand up comedy...". E o stand up não estava tão em alta como hoje em dia. E tinha um ar crítico, uma atmosfera diferente. Era um espetáculo que não se pretendia óbvio, muito menos babaca. E é legal quando pensamos em fazer coisas diferentes. Porque o igual já está sendo feito. E feito por muita gente igual. Imagine o que seria da arte se todos fizessem as mesmas coisas sempre! É muito bom quanto tem alguém que duela com isso, que acena com outra coisa.
Quando comecei com minha Cia Os Fanfarrões, estava numa época do auge do teatro de esquetes com personagens solos. Era a febre do momento. E muita gente correndo para fazer o seu, pra fazer sucesso e ganhar dinheiro como os outros. Só que os projetos devem ter alma. A gente tem que ser fiel ao que somos de verdade. Correr para imitar o que o outro está fazendo com o intuito de ser tão bem sucedido como ele é pobre! E nós, dos Fanfarrões, optamos por fazer o nosso trabalho da nossa maneira. O meu parceiro de Cia, Mineirinho de Maceió, já tinha um trabalho formidável de clown, de teatro-show, de mímica e de dança. Isso foi determinante em nosso direcionamento. Como aquilo era novo pra mim, eu procurei estudar mil possibilidade de fazer um trabalho que mantivesse a linguagem do que estávamos buscando. E fui atrás. Lembro quando eu cheguei com o quadro em que eu brincava com a canção Fico assim sem você, na voz da Adriana Calcanhoto. Comecei a ensaiá-lo. À princípio tinha dado ao quadro o nome de Dança interpretativa. E eu mesmo havia dito: "se esse quadro não der certo, a gente bota outro no lugar". Porque eu não tinha visto ninguém fazer no Brasil. Lá fora, já tinha visto alguns americanos fazerem. E o trabalho desses "one man show" é bastante diferente e diversificado. O cara faz stand up, clown, mímica, etc. Pois bem, montei o quadro. No ensaio geral, um amigo disse que tinha achado interessante, mas que preferia outros quadros. E quando estreei o quadro, pra minha surpresa, o público foi ao delírio e o quadro virou um sucesso. Postamos no youtube com o nome de Pantomima do Bochecha. E depois os internautas apelidaram de karaokê para surdo e mudo. Hoje já faz 4 anos que faço o quadro. É sempre um sucesso. Por isso, acho que a grande subversão agora seria parar de fazer (risos).
Comecei a falar isso, como se não tivesse nada a ver com o show Minhas sinceras desculpas. E tem tudo a ver sim. Porque o show me instigou de tal modo que repensei um monte de coisa e pensei muito no cenário cômico atual do Brasil. Hoje, diferentemente da época em que nasceu Os Fanfarrões, a febre do momento é o stand up comedy. Todo mundo faz. Eu estou fazendo. Lembro quando pensei em fazer o meu segundo solo, pensei muito em subverter esse gênero. Queria dar o nome ao show de Anti-Stand up. Mas tive a certeza de que a maioria não entenderia minha proposta. E como estava duro, pensei: "não vou querer ser original agora, porque vão me olhar como um merda. Vou ganhar o meu dinheiro primeiro". E foi o que fiz (risos). Porque hoje a quantidade de grupos de stand up comedy é enorme. Isso prolifera como Gremlins. Todo mundo faz. Um jovem de 20, 21 anos faz e ganha dinheiro com isso. Acho que quando rolava o teatro de esquetes de personagens solo algumas pessoas olhavam, achavam genial, mas viam que não sabiam fazer aquilo. Quando viram um jovem de cara limpa com um microfone na mão, dizendo seu próprio texto e fazendo a plateia delirar, isso encorajou uma galera, principalmente aquele jovem nerd que ficava comendo a sua batata ruffles em frente ao computador. Foi o grande insight da molecada. Só que, como todo e qualquer gênero, existem os bons e os medianos. Existem os geniais e os "pela saco". Isso em qualquer gênero.Mais uma vez volto ao show do Edu. Eu estava tão antenado com o show dele, que quando deu o terceiro sinal eu brinquei com minha namorada, dizendo: "Eu sempre penso que nessa hora podia ter um aviso dizendo que não vai ter show". Mais tarde o Edu comenta isso. E outra vez pergunto: o que o show do Edu tem a ver com o que venho dizendo até, então? Tudo! Por que o que a galera que lotou o Citibank nesse dia e no anterior, esperava? Ver o "palhaço" do Pânico. Ver o Freddie Mercury prateado. As pessoas quando vão assistir aquele ator que está na Tv, elas já vão predispostas a rir, a gargalhar. A pessoa pode não abrir a boca que o público já está rindo. E isso acontece com o Edu. Mas o cara é tão genial que comenta isso: "Vocês vieram aqui porque eu faço o Pânico, porque eu fiz o programa do Jô". Ele aponta a backing vocal da sua banda, diz o nome dela e diz que ela canta no Altas Horas. Mas se ela fizesse um show colocando o nome dela no cartaz, ninguém iria. Ninguém iria mesmo! Isso é uma realidade. É triste ver o quando nos rendemos a ditadura do parentêsis. O que é isso? É você estar no teatro e ser obrigado a pôr entre parentêsis o que você fez na TV. E, às vezes, a pessoa coloca algo tão sem relevância entre os parentêsis que dá pena. E eu pergunto ironicamente: a pessoa acredita mesmo que isso vai ajudar a lotar o teatro? A gente vive essa mediocridade há muito tempo. Aí vem um grupo que põe a foto do diretor que é famoso em tamanho igual ao do próprio grupo. E no bastidor a gente sabe que o diretor mal compareceu aos ensaios, mas recebeu uma grana para deixar que creditassem a direção a sua pessoa. E o grupo acredita que esse é o caminho. E o filho de alguém famoso faz uma peça, mas a evidência fica no nome do pai. E por aí vai! Isso é o Brasil da revista Caras, da Quem, é o Brasil do Tv Fama, do Ego.
Pode parecer uma grande loucura minha, mas o show de Edu me suscitou tudo isso, porque ele teve a coragem de fazer algo diferente. Foi audacioso. Para muitos o show pode parecer pequeno. Mas há coisas sutis nas entrelinhas do que é dito. Muitos reclamaram de ser xingados de babacas pelo próprio Edu durante o show. Mas muitos também são babacas nas atitudes. Porque o que vemos aí é sempre mais do mesmo. Vemos artistas da música que fazem suceso com um disco e no próximo ele faz exatamente igual. Ele se acomoda. Ele se repete com apenas 2 anos de carreira. Deixa pra se repetir com 10, 15 anos. Artistas orientais mudam de nome, como forma de estarem sempre começando. Não se agarram a uma consagração momentânea. Por isso não canso de dizer que Edu foi grandioso. Frustrar a expectativa da plateia não é pra qualquer um. Se ele fizesse os personagens do Pânico que todos realmente estavam esperando, as coisas seriam normais. O público daria suas gargalhadas óbvias e voltaria pra casa feliz com o investimento no show. "Assistimos aquele cara da Tv, ótimo, né?". É como o camarote VIP de mega-shows como o Rock in Rio. A parada vira uma farra, e o principal do evento, fica em segundo plano. O que eu vejo de imbecilidades sendo ditas não tá no gibi. E isso é normal? "Ah, é diversão!", alguns diriam. Outros diriam: "Isso é rock, bebê!". Se fôssemos um país sério, onde a cultura fosse realmente levada a sério, o público compraria um jornal, acessaria a Internet e buscaria a sua programação, procurando ler a sinopse da peça e escolhendo pelo conteúdo que a peça se propõe. Mas o que acontece? O público escolhe a peça, procurando ver o cara que ele já vê na TV. Então, a dupla teen que fez par romântico em um folhetim teen da Tv vai para o teatro repetir aquilo que faz na Tv e que o público já está acostumado a ver. Ou seja, mais do mesmo. Aí o público se ofende quando Edu o chama de babaca? Sinceramente! Quer dizer que não é babaquice se consumir aquilo que é tão óbvio? Ah, tá! "Senta lá, Cláudia".
Acho que a riqueza de Edu, por ser um cara de teatro, está nos comentários acerca daquilo que está fazendo, de mostrar a artificialidade da arte. Tudo é coerente no show. Ele diz que não tem um bom texto. Que falará apenas suas verdades. E é o que faz. Se o público não gostou, o título da peça serve para apaziguar as coisas: "Minhas sinceras desculpas".
Graças a Deus, Edu não foi por um caminho óbvio. Ele poderia fazer o que todo mundo faz. O que tem de ator que está em humorísticos da TV fazendo no teatro os mesmos personagens, também não está no gibi. E não tem nada de mal nisso. São escolhas. Edu escolheu surpreender. E é tão bom quando tem alguém que faz isso. Eu não vejo a hora de ver alguém fazer algo completamente diferente e lançar uma nova tendência. Porque stand up todo mundo já faz, acreditando que é um gênero fácil, assim como tem gente que acha fácil fazer poesia. E não é!
Por isso, Edu, saí do Citibank completamente maravilhado com tudo. Porque a arte, em sua essência, tem essa missão de ser desconfortável. E o teu show tem esse espírito. É incômodo. Eu sinto uma inveja de você que você não imagina o quanto. Tem uma frase que vi uma vez o Gerald Thomaz dizer sobre o teatro que tem tudo a ver com shows assim. Ele diz: "O teatro deve ser uma arma apontada para o espectador". Essa frase resume tudo. O teatro deve ser instigante. Se o espectador se acomoda, o teatro perde sua força. O palco italiano já promove isso. Tanto que, sabiamente, você cita, logo no começo do show, o Grotowski que foi justamente um cara que pensou o espaço cênico de outra forma, com o intuito de tornar mais visceral a participação do espectador. Agora fico sem palavras, com um semblante semelhante a um cara que você gosta muito: Buster Keaton. O que seria de nós sem as referências, né? Hoje, você é uma referência minha.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Despedindo-se da temporada em São Paulo
Dia 24/09 encerrei minha temporada no teatro Ruth Escobar, em São Paulo.
E foi uma temporada de 1 ano e 2 meses em cartaz. Muita história.
Comecei lá com o espetáculo Fanfarrões, a peça. O meu parceiro, Mineirinho de Maceió, foi o grande incentivador da minha ida para São Paulo. Eu tinha um certo receio de como seria. Mas meti a cara e fui.
Cheguei em sampa no dia da derrota do Brasil para Holanda na Copa do Mundo. Dia 2/07/2010. Aquela tristeza toda no ar e eu me preparando para iniciar uma temporada em São Paulo.
Estreei Os Fanfarrões no dia 4/09/2010. E foi legal que, apesar de pouco público (não temos do que reclamar, afinal, tivemos 10 dias para divulgar), a galera que estava lá sabia da gente, já conhecia da Internet e tal. Isso foi o maior incentivo.
A gente começou fazendo espetáculo às 19h do sábado. O primeiro mês foi difícil. Depois resolvemos mudar para 22h30. E deu muito certo. Começamos a lotar a sala de 100 lugares. Passamos para a sala maior, mudando o horário, dessa vez 23h59. E deu mais certo ainda. Ficamos muito felizes de ver o resultado. Foram momentos muito especiais.
O investimento foi alto. Mas o bacana que, ao fim de tudo, fico feliz e orgulhoso de ter ousado assim. De ter apostado em uma temporada em terras paulistas. E fazendo o primeiro espetáculo dos Fanfarrões. Comemoramos 4 anos de existência lá. Nunca imaginei que estaríamos tanto tempo juntos, fazendo os personagens que tanto gostamos de fazer.
E nessa nossa viagem fanfarrônica, o Mineirinho de Maceió também fazia o seu espetáculo solo Trem do Riso. A maratona estava intensa!
Seguimos direto com OS FANFARRÕES até dezembro de 2010. Demos uma pausa básica de fim de ano, para depois retomarmos em janeiro de 2011. Dessa vez, resolvi montar meu segundo solo, Saída de Emergência. Estrearia também no Ruth Escobar.
2011 começou com nossa intensa atividade. Dessa vez, estaríamos com 3 espetáculos com a chancela dos Fanfarrões: Trem do Riso, Saída de Emergência e Fanfarrões, a peça.
Estreei meu solo no dia 15/01/2011 – com muita expectativa, porque seria um formato de show completamente novo pra mim. Um espetáculo mais voltado para o stand up comedy. Ou seja, eu, ali no palco, sem personagens, conversando com a plateia, contando histórias do cotidiano, etc. Foi uma experiência maravilhosa e continua sendo especial, porque, a cada apresentação, o show vai se moldando. É um exercício diário.
Então, seguimos com FANFARRÕES, A PEÇA até abril. E teve uma vez que vi o Mineirinho terminar o seu solo e em 5 minutos ele já estava pronto para fazer Fanfarrões. Ou seja, isso já estava uma loucura mesmo. (risos). A pausa seria necessária.
Demos a pausa nos Fanfarrões, a peça e seguimos com nossos solos. E o Saída começou a decolar a partir de abril mesmo. Muita coisa boa aconteceu. E eu também comecei a fazer eventos com o show novo. Novas viagens aconteceram.
Mas chega um momento que devemos refletir sobre as coisas e dar a pausa para olharmos de fora o que aconteceu até o instante. E quando o prazer já não é tão grande, é preciso ver novas saídas (trocadilho imprescindível). Quando falo de não ter prazer, é que chega uma hora que viajar todo final de semana dá uma cansada. Algumas vezes eu dizia: “Pô, já tem viagem amanhã!”. Quando comecei a dizer isso é que vi que nova pausa seria necessária. Afinal, também já estava 1 ano e 2 meses em cartaz no mesmo teatro. Eu já quero um novo desafio, um novo vôo.
Tive momentos muito especiais em sampa. Tive nove meses para ver onde chegaria o meu solo Saída de Emergência. É muito louco ver a evolução do show. A primeira vez que filmei o show completo, quando fui ver, fiquei trabalhando junto, dizendo: tem que melhorar essa piada, tirar esse excesso, ajustar a movimentação em cena... Ou seja, foi quando eu realmente dirigi o show. Quando vejo a última filmagem, já me divirto junto. E adoro quando ocorre alguma coisa inusitada.
Em suma, agora ficarei mais no RJ. Estou fazendo show em Macaé dia 28/10 estarei em Angra dos Reis, participando do FITA (Festival Internacional de Angra dos Reis).
Mais informações no meu site: www.raulfranco.com.br
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
De volta!!!
Nooooossa! Completamente sumido desse lugar aqui que atende pelo nome de blog!
Mas podem ter certeza de que sempre que eu sumo é por um bom motivo! (a não ser que eu tenha morrido, né?).
Eu tentei voltar algumas vezes a escrever no blog, mas ficava vendo o tempo que já havia passado e me envergonhava de tê-lo abandonado assim, sem ao menos uma satisfação. É como aquela pessoa com quem você se desentendeu. Você fica adiando o momento de encontrá-la, porque acha que não está preparado para vê-la frente a frente. E quanto mais você adia, mais o tempo passa. Quando você se dar conta, já se passaram décadas.
Mas não vou exagerar, potencializar essa ausência. Na verdade, comecei falando dela, para ter assunto (risos). E pus algumas frases de efeito pra dar um charme a esse texto da volta.
No mais, a minha grande felicidade do momento é que finalmente meu site está com o nome do meu domínio.
Clique aqui e veja: www.raulfranco.com.br
Agora sou ponto com ponto br, tá, meu amor?
__________________________________
Continuo fazendo show direto com o Saída de Emergência. Ainda estou em cartaz em São Paulo, aos sábados, 19h, no teatro Ruth Escobar (Rua dos Ingleses, 209 - Bela Vista).
Em outubro, devo dar uma pausa na temporada de São Paulo, para me dedicar a outras coisas no RJ. Em breve, escrevo as novidades.
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Momento Fotos
_______________________________________
Prometo não me ausentar tanto agora. Em breve, notícias fresquinhas!
Abraços,
Raul Franco
Mas podem ter certeza de que sempre que eu sumo é por um bom motivo! (a não ser que eu tenha morrido, né?).
Eu tentei voltar algumas vezes a escrever no blog, mas ficava vendo o tempo que já havia passado e me envergonhava de tê-lo abandonado assim, sem ao menos uma satisfação. É como aquela pessoa com quem você se desentendeu. Você fica adiando o momento de encontrá-la, porque acha que não está preparado para vê-la frente a frente. E quanto mais você adia, mais o tempo passa. Quando você se dar conta, já se passaram décadas.
Mas não vou exagerar, potencializar essa ausência. Na verdade, comecei falando dela, para ter assunto (risos). E pus algumas frases de efeito pra dar um charme a esse texto da volta.
No mais, a minha grande felicidade do momento é que finalmente meu site está com o nome do meu domínio.
Clique aqui e veja: www.raulfranco.com.br
Agora sou ponto com ponto br, tá, meu amor?
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Continuo fazendo show direto com o Saída de Emergência. Ainda estou em cartaz em São Paulo, aos sábados, 19h, no teatro Ruth Escobar (Rua dos Ingleses, 209 - Bela Vista).
Em outubro, devo dar uma pausa na temporada de São Paulo, para me dedicar a outras coisas no RJ. Em breve, escrevo as novidades.
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Momento Fotos
Fotinha do quarto de hotel em Goiânia
Despedindo-me do público em SP
Nos bastidores do SBT
Fazendo show no Méier - RJ
Banner anunciando o meu show na Michelin (Campo Grande - RJ)
Um dos palcos do show em Goiânia
Manolo Passos - nos bastidores do SBT
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VÍDEO
E pra vocês, a participação de Manolo Passos no programa Qual é o seu talento?
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Prometo não me ausentar tanto agora. Em breve, notícias fresquinhas!
Abraços,
Raul Franco
Marcadores:
raul franco sbt humor comédia stand up
quarta-feira, 25 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Hello, rapeize!
Galera amiga,
dei uma sumida básica! Pra variar, em função de trabalho - o que é uma coisa boa!
Mas agora estou de volta, deixando algumas imagens pra vocês e a lembrança de que final de maio estou em Goiânia para 4 shows!
Logo mais apareço com novidades! Super-abraços!
Raul Franco
dei uma sumida básica! Pra variar, em função de trabalho - o que é uma coisa boa!
Mas agora estou de volta, deixando algumas imagens pra vocês e a lembrança de que final de maio estou em Goiânia para 4 shows!
Logo mais apareço com novidades! Super-abraços!
Raul Franco
FOTOS SAÍDA DE EMERGÊNCIA
ACESSEM O SITE: www.wix.com/raul_franco/site
terça-feira, 3 de maio de 2011
O computador dispersa
O computador dispersa – de Raul Franco
Quando fui morar no Rio de Janeiro, em 1997, fiquei praticamente um ano sem computador. E, talvez, esse aparelho não fosse um mal tão necessário até então. O meu computador só chegou de Belém em 1998. E era um humilde 486 da IBM que vinha me acompanhando desde 1994. Totalmente cúmplice de minhas histórias.
Eu usava meu computador praticamente para escrever. No máximo, brincava de criar alguma imagem no paint. Quando queria ler algo, pegava algum livro na estante. Recorria a alguma enciclopédia ao alcance das mãos para ter a certeza de algum dado. Pra ouvir música, procurava algum CD e colocava no meu Cd Player. Às vezes, curtia algum vinil que ainda não havia sido lançado em CD. Se eu quisesse alguma música que não tinha, eu teria que esperar o nascer do sol (porque quase sempre ouço música de madrugada) para ir em alguma loja garimpar CD’s. Pra curtir fotos, eu pegava um álbum de fotografia. Pra falar com alguém, eu ligava do telefone de casa – porque nem celular eu tinha na época. Meus amigos ainda me mandavam cartas e cartões de aniversário, via correio.
Hoje muita coisa mudou. A Internet nos dá a ligeira sensação de que precisamos estar conectados o tempo todo. Você liga o computador, entra no e-mail ou em alguma rede social e já tem gente te chamando, nem que seja apenas para dizer: “oi, miguxo!”. Todo mundo te acha em algum lugar na Internet.
Se você se prepara para escrever algo, quando liga o computador, isso já vai para segundo plano, pois logo você se depara com alguma coisa que não necessariamente você precisa fazer mas que te fisga e te afasta do teu propósito inicial.
Você navega antes por diversos sites. Lê um jornal on line. Vê a atualização de fotos de algum parente ou amigo no facebook. Twitta algo desnecessário e posta fotos que você tirou em alguma festa e que estavam no cartão de memória há mais de uma semana.
As horas passam depressa em frente ao computador. Se você tinha cinco horas para escrever, agora só resta uma. E você escreve rápido para ver quem está on line no MSN. Ou seja, o computador parece uma ferramenta indispensável, mas que muitas vezes te dispersa e você mente pra si mesmo que precisa tanto daquilo.
Tenho saudade de quando havia coisas além do computador. Se antes a TV era tudo em um lar, hoje o computador ocupa essa função. Famílias inteiras já nem conversam pessoalmente. No máximo, curtem o que você disse no facebook. Ou retwittam algo interessante que você escreveu no twitter.
O computador, então, se torna esse mal necessário. Não apenas o computador, mas a obsessão de estar conectado o tempo todo. Hoje, os próprios celulares permitem isso. Sua vida é contada 24 horas. Coitados dos fabricantes de diários antigos, feitos de folhas de papel.
Sorte de quem consegue vencer esse vício e corre para apreciar a vida, ver um pôr do sol, caminhar na praia, encontrar amigos para um bate papo no fim de tarde. Sorte do homem puro que ainda não foi contaminado pela excessiva vontade de estar on line.
Eu sou um viciado completo, confesso. Antes eu era mais. Hoje procuro maneirar ou usar o computador para realmente fazer algo útil. Se antes eu escrevia cartas de próprio punho, agora eu disparo e-mails. Já nem sei onde estão meus velhos CD’s. Mas ontem consegui pegar um livro e lê-lo todo. Coisa boa de se fazer. Também vi na estante um grande álbum de fotografias da minha família. Meio empoeirado, mas bastante vivo e que pode ser manuseado na hora que se desejar. E agora escrevo esse texto à mão, deixando no papel do caderno minhas impressões digitais. É claro que logo mais esse texto vai parar no meu blog e vou divulgar o link. Mas existem saudades que o tempo não apaga. E o bom é quando a gente consegue se reinventar. Porque o computador existe para ser usado e não para usar-nos. E hoje eu tirei um dia de folga dele. Ufa, eu consegui!
Não sei se antes eu era mais inteligente e feliz. Mas hoje tive essa sensação, afinal, me peguei parodiando uma canção do Titãs: “o computador me deixou burro, muito burro demais / agora todas as coisas que eu penso me parecem iguais”. Ao fim da canção, meu desejo era ter a sorte de ficar temporariamente off line.
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