A grande roda da história..." (Frejat / Dulce Quental)

Hoje foi um dia bem louco!
Diria: inesquecível!
Simplesmente por eu ter sido acordado ao meio dia pelo meu sobrinho assustado, com sua mãe ao telefone, dizendo que o meu pai havia morrido.
Quer maneira mais doce para ser acordado?
Curiosidade: eu havia sonhado com meu pai a noite toda.
Levantei e tentei falar com minha irmã que já não estava na linha.
Fui ligar o computador para saber notícias. Eu, sinceramente, não havia processado a mensagem. E é difícil se crer rápido nas coisas quando o assunto é morte. Até hoje o povo não acredita que Elvis, Michael Jackson e Jim Morrison estão vivos, porque eu não acreditaria que meu pai também não estaria?
O que sei é que minha agonia durou uns 5, 10 minutos. Logo depois minha irmã me ligou, dizendo que tudo não passava de um mal entendido. Foi apenas outra pessoa do mesmo nome que meu pai que havia falecido – Ronaldo Silva Franco, de 50 anos (abaixo segue uma matéria). Detalhe: o cara ainda morava – acho – no mesmo prédio do meu pai. Ufa, que alívio por não ser o meu pai. E uma pena por ter sido esse rapaz de 50 anos que, ao que tudo indica, matou-se.
Sei que isso tudo parece uma piada. Mas não é. Essa história seria digna de um folhetim das 8, porém, foi algo bem real. Minha irmã ficou aos prantos no trabalho. Eu tive pouco tempo para me desesperar. Logo me aliviei ao saber que meu pai está bem vivo. E o mais louco foi que as pessoas postaram e repostaram essa notícia no Twitter. Ainda bem que não li isso na hora em que deram a notícia. Acho que ficaria bem assustado.
Uma das minhas preocupações é justamente com a saúde dos meus pais e das pessoas da minha família. Meus avós tem passado por dificuldades e sei que se essa notícia de hoje fosse realmente verdade seria um baque enorme no meu dia e, obviamente, na minha vida. Só posso dizer mais uma vez: Obrigado, meu Deus, por me poupar dessa dor por agora. Os ombros estão pequenos para aguentar mais uma cruz desse tamanho.
E viva Ronaldo Franco! O poeta que não morreu! O meu pai!
Esclarecimento da não-morte de Ronaldo Franco: