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segunda-feira, 8 de junho de 2009

A minha intuição, às vezes, falha!




Logo que vi a divulgação do filme A Mulher Invisível fiquei com um certo receio de assistir. Pensei que se tratava de mais uma comédia romântica dessas sem sal, repleta de obviedades. A la Avassaladoras (de Maura Mourão). Ou mesmo uma comédia igual a tantas que abomino, como “Trair e coçar é só começar” e coisas mais sem graça como A Casa da Mãe Joana. Mas, enfim, fui acompanhando a divulgação do filme. Comecei a ver as cenas. E, é claro, pensei: “Pô, é com o Selton Melo! Ele não vai fazer qualquer coisa”. O bom é quando um ator chega nesse patamar de passar credibilidade em tudo que faz. E não foi que ele não fez qualquer coisa?!

O filme A Mulher Invisível, de Cláudio Torres, é uma super-comédia. Dessas que valorizam o cérebro, com diálogos impagáveis e um ritmo altamente gostoso, onde sente-se que a história flui naturalmente sem breaks desagradáveis. Pra variar, Selton está ótimo. E a tal mulher invisível, Luana Piovani, também está no seu melhor papel, e o que é mais interessante: sem medo de ser bonita! A combinação da beleza de Luana e a sua simplicidade de atuação, ao mesmo tempo precisa, fez com que a química entre ela e Selton se desse da melhor forma. A atriz Maria Maoella também surpreende com a sua composição da mulher tímida apaixonada por seu vizinho.


Outra coisa bem forte do filme é a trilha. A dinâmica das transições são maravilhosas, sempre marcadas por canções pop, por vezes emblemáticas das situações e outras servindo perfeitamente aos climas propostos. E vamos seguindo o filme com a pressa de desvendar, cada vez mais, essa deliciosa história.


Eu fui acompanhando atentamente o filme e evidentemente fui me divertindo e rindo muito. E lá pelas tantas ainda pensei: “Nossa, o filme já está bom pra caramba, mas ainda vão ter as cenas em que Selton vai ‘atuar’ com a Mulher Invisível, ou seja, vai atuar com ninguém”. E esses momentos são absurdamente hilários e comoventemente enlouquecedores. Muito bom!



Selton Melo tem uma atuação brilhante, digna de Steve Martin em “Um espírito baixou em mim”. E mais: já quase para o final, quando Selton parece surtar de novo (a primeira vez que ele surta é quando o seu amigo, personagem interpretado por Vladimir Brichta, afirma que sua mulher não existe) e vai para seu apartamento encontrar a sua Mulher Invisível em uma banheira, quase posso ver em Selton uma atuação a la Jack Nicholson em Melhor Impossível. E não poderia também deixar de pensar em Jim Carey em O Mentiroso. Enfim, Selton é cinema puro, tanto que os mais atentos vão entender a homenagem que o ator faz ao ET quando o seu personagem está em repouso num quarto de hospital com um aparelinho no dedo. Mas tem que ter perspicácia! Coisa que o diretor Cláudio Torres teve de sobra.

Um comentário:

As disse...

Vou acreditar em você. Realmente o Selton Mello não faria qualquer coisa. Quero rir!!!!!!!!!!